Aplausos calorosos e casa lotada marcaram a apresentação da Orquestra Jovem do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na noite de quinta-feira (26/3), no Centro Cultural do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG).
O concerto, inspirado na trajetória de Chica da Silva, reimaginou o universo cultural do século XVIII por meio de obras da época e referências contemporâneas. A apresentação integrou as comemorações do Mês da Mulher.
A maestrina e diretora artística da Orquestra, Luciane Villani, destacou que os integrantes da orquestra estavam ansiosos para se apresentarem na Capital mineira.
Eles participaram do lançamento do documentário “Chica da Silva – A Descoberta do Testamento”, em 2025, nas Comarcas de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, e do Serro, na região Central de Minas.
“Para muitos músicos, a apresentação em Belo Horizonte carregava um significado ainda mais profundo, pois era a oportunidade de compartilhar, finalmente, com familiares e amigos, um trabalho que, até então, eles não haviam podido assistir ao vivo”, afirmou a maestrina.
Performance de excelência
A diretora artística compartilhou o sentimento dos 22 jovens que se prepararam intensamente para o momento:
“A expectativa era grande, e a ansiedade também. Nos bastidores, antes da abertura das portas, o clima era de concentração e de emoção contida. O resultado refletiu a preparação intensa, com inúmeros ensaios marcados pelo rigor técnico e pela busca constante por uma performance de excelência, característica já consolidada da Orquestra Jovem do TJMG. Cada detalhe foi cuidadosamente trabalhado, revelando o comprometimento e a maturidade artística do grupo.”
Ela destacou o significado da obra apresentada e como foi construída a conexão com o público ao longo do concerto:
“O trabalho explora o legado de Chica da Silva desde as músicas executadas na corte até sua influência em figuras como Chiquinha Gonzaga, que abriu caminhos para outras mulheres, e a representação de Chica da Silva na obra de Jorge Ben.”
Música clássica e popular
O repertório trouxe composições de diversas épocas e contextos musicais. Foram apresentadas canções de José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, um dos principais compositores da música sacra do século XVIII, nascido no Serro; do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart; e da compositora, pianista e regente carioca Chiquinha Gonzaga.
Além da canção de Jorge Ben para Chica da Silva, a Orquestra Jovem do TJMG encerrou a apresentação com canções contemporâneas: o folclore mineiro “Peixe Vivo” e “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, expoentes do Clube da Esquina.
Orquestra Jovem do TJMG
A Orquestra Jovem e o Coral Infantojuvenil integram o Programa de Formação Continuada do TJMG que, desde 2011, promove a formação musical e cidadã de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social de Belo Horizonte e da Região Metropolitana.
A iniciativa já formou mais de quatro mil jovens, que participam de aulas de instrumentos de cordas, sopro e percussão, de canto coral e de inglês, além de atividades extracurriculares e apresentações públicas.
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