Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Sessão do Órgão Especial debate orçamento e celebra trajetória de magistrado

Desembargador Wagner Wilson se despede do colegiado, que ele integrou em três ocasiões


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O desembargador Wagner Wilson participou de sua última sessão presencial do Órgão Especial do TJMG (Crédito: Euler Júnior / TJMG)

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Vicente de Oliveira Silva, conduziu, nesta quarta-feira (9/9), mais uma sessão do Órgão Especial.

Na oportunidade, foi prestada homenagem ao desembargador Wagner Wilson Ferreira devido à sua aposentadoria. Ele participou de sua última sessão presencial no colegiado.

O presidente Vicente de Oliveira Silva ressaltou a trajetória do homenageado, o qual “acumula tanta experiência no campo do Direito como na vida e que sempre foi um colega gentil e sábio”.

Ele lembrou que, no exercício de seu trabalho, o desembargador Wagner Wilson abraçou, como uma de suas causas maiores de sua missão, a proteção da infância e da adolescência:

“Destaco aqui sua atuação como superintendente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção, a Ceja, e como superintendente da Coordenadoria da Infância e da Juventude, a Coinj. Foi nesse último cargo, aliás, que, ainda em 2011, ele idealizou e colocou de pé a Orquestra Jovem e o Coral Infantojuvenil do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, programa da Corte mineira que tanto nos orgulha e que, ao longo dos anos, transformou a vida de milhares de meninos e meninas.”

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O presidente Vicente de Oliveira Silva destacou a proteção à infância e à adolescência como uma das marcas da trajetória do desembargador Wagner Wilson (Crédito: Euler Júnior / TJMG)

Equilíbrio

O ex-presidente do TJMG desembargador Pedro Bitencourt Marcondes, em nome do Órgão Especial, prestou homenagem ao desembargador Wagner Wilson com um discurso que lembrou sua carreira no Poder Judiciário, que totaliza quase 40 anos de dedicação.

Ele destacou, ainda, a importância do equilíbrio entre o domínio do Direito e o lado humanístico de um magistrado:

“O juiz ideal é aquele que se importa com as pessoas nominadas no processo, e a judicatura, para quem tem vocação, como é o seu caso, é uma profissão de fé.”

O desembargador Renato Luís Dresch também fez questão de se manifestar, ressaltando que iniciou sua carreira na magistratura na Comarca de Passos, no Sul/Sudoeste do Estado, como cooperador do desembargador Wagner Wilson, então juiz: “Aprendi muito com o senhor. Uma pessoa equilibrada, de bom senso e ponderada, sempre buscando o melhor para a população.”

O magistrado ressaltou, ainda, o aprendizado jurídico e humano que adquiriu com o homenageado: “Aprendi, sobretudo, a conduta do magistrado. O senhor influenciou muito a minha carreira.”

Também discursou o desembargador José Marcos Vieira, que falou sobre os anos de convivência com o desembargador Wagner Wilson, quando integrou o Tribunal na sua Câmara.

Ele recordou, ainda, os feitos do homenageado durante sua atuação: “Vossa excelência praticou tanto a justiça comutativa quanto a distributiva. A idealização da Orquestra Jovem e do Coral Infantojuvenil do TJMG é um trabalho perene, eternamente associado ao seu nome, que valerá como exemplo para as gerações futuras.” 

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O ex-presidente do TJMG desembargador Pedro Bitencourt Marcondes enfatizou o equilíbrio entre o domínio do Direito e o lado humanístico do desembargador Wagner Wilson (Crédito: Euler Júnior / TJMG)

Sereno

A desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto salientou a "atuação exemplar do colega", que, segundo ela, além do profundo conhecimento jurídico, teve conduta pautada pela serenidade e pelo equilíbrio:

“Durante nossos longos anos de contato, nunca o vi sair da sua serenidade e do seu equilíbrio. Uma pessoa em quem tantos se inspiraram. Eu mesma segui esse exemplo, buscando ser mais serena e equilibrada, não só nas decisões, mas na vida profissional, que exige de cada um de nós, que distribuímos a justiça, a consideração para com o próximo.”

A magistrada rememorou, ainda, o protagonismo do colega no Programa de Formação Continuada Orquestra Jovem e Coral Infantojuvenil, que ajudou gerações de crianças e jovens, tornando-se motivo de orgulho para o Judiciário estadual mineiro:

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A desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto ressaltou o legado jurídico deixado pelo homenageado (Crédito: Euler Júnior / TJMG)

“É algo que ultrapassou as esferas de Minas e do Brasil, para se consolidar, inclusive, neste mundo. O senhor é abençoado por ter sabido olhar para aqueles que necessitam. Esse é um legado que se acrescenta ao legado jurídico: exercer a caridade, amar o seu próximo. Seja feliz como sempre foi, nunca o vi senão com seu sorriso aberto.”

A presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), juíza Rosimere das Graças do Couto, fez um agradecimento em nome da entidade e também em seu próprio nome, pela "cordialidade e amabilidade" com que sempre foi recebida pelo desembargador Wagner Wilson:

“Estamos aqui para reverenciá-lo. Costumo dizer que, acima de tudo, como juízes, devemos deixar uma boa prestação jurisdicional. Mas o desembargador Wagner Wilson, além de entregar anos de excelência na atuação judicante, sempre de portas abertas, deixa também o legado de entrega social, beneficiando tantos jovens em situação de vulnerabilidade. Seu projeto, hoje, tem reconhecimento nacional. Fica o reconhecimento e a admiração de todos os magistrados e magistradas mineiros. Seja muito feliz nesta nova etapa.”

Ministério Público

Representando o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a procuradora-geral de Justiça adjunta jurídica, Reyvani Jabour Ribeiro, ao se dirigir ao homenageado, declarou que, se algumas trajetórias profissionais se medem pelo tempo, outras valem pelas marcas que deixam:

“A trajetória do desembargador Wagner pertence a essa segunda categoria. Construiu uma história marcada pela competência, pela serenidade, pelo equilíbrio e pelo profundo compromisso com a Justiça. Para o Ministério Público, foi sempre um magistrado respeitado e interlocutor, cuja atuação engrandeceu o diálogo institucional e fortaleceu o nosso Sistema de Justiça.”

Para ela, a aposentadoria "conclui um ciclo de trabalho, mas jamais encerra um legado":

"O senhor permanecerá na jurisprudência que ajudou a edificar, nas pessoas com quem conviveu e na história do Judiciário mineiro. Em nome do Ministério Público de Minas Gerais, manifesto nossa profunda admiração, nosso reconhecimento e, sobretudo, nossa gratidão. Que esta nova etapa seja vivida com a mesma plenitude com que o senhor exerceu a sua missão. Que nela haja o tempo para a família, os afetos, os novos projetos e as alegrias que uma vida de tantos serviços prestados certamente merece."

Agradecimento

O desembargador Wagner Wilson, visivelmente emocionado, agradeceu as manifestações dos pares e da procuradora de Justiça Reyvani Jabour:

“Despeço-me das sessões deste Órgão Especial, em que tive a honra e o privilégio de servir por três ocasiões ao longo da minha trajetória: como eleito, como integrante da Direção, na condição de 2º vice-presidente, e nos dois últimos anos como um dos mais antigos membros do Tribunal de Justiça. Eu não poderia deixar de expressar minha mais sincera gratidão a todos que compartilharam comigo esses momentos de trabalho, de aprendizagem, sobretudo de convivência. Levo comigo a lembrança de grandes colegas, servidores dedicados e competentes e de experiências que contribuíram para a minha vida profissional e pessoal.”

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O desembargador Wagner Wilson afirmou que vai se aposentar com o sentimento de dever cumprido (Crédito: Euler Júnior / TJMG)

Ele enfatizou sua satisfação com o caminho percorrido e as amizades construídas:

“Os períodos em que aqui estive deixaram marcas muito especiais na minha caminhada. Agradeço de coração a todos os integrantes deste Órgão Especial, pela convivência respeitosa, pela amizade, pelas lições. Aos servidores, minha especial gratidão pelo trabalho incansável, pela colaboração e pelo apoio de sempre, bem como aos advogados e aos membros do Ministério Público.”

O desembargador Wagner Wilson salientou que a aposentadoria encerra um ciclo profissional, mas não apaga os vínculos construídos: “Saio com um sentimento de dever cumprido e com a certeza de que levo comigo muitas amizades.”

Orçamento

A proposta orçamentária do Tribunal de Justiça de Minas Gerais para o exercício de 2027 e o seu plano de obras de 2027 a 2032 foram aprovados, por unanimidade, pelos integrantes do Órgão Especial.

O diretor executivo de Planejamento Orçamentário e Qualidade na Gestão Institucional (Deplag), João Victor Rezende, apresentou um relatório técnico com referências ao fluxo da proposta orçamentária, bem como análise dos cenários fiscal, econômico e político, previsão de receitas e programação de despesas.

Com a aprovação, a proposta orçamentária, agora, será encaminhada ao Poder Executivo.

Confira outras imagens da sessão no Flickr oficial do TJMG.

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