Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

TJMG: trabalho de inteligência desarticula esquema de fraudes em sistemas judiciais

Investigação leva à prisão de dois suspeitos de usar indevidamente credenciais de magistrados e servidores


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A continuidade de um trabalho de inteligência conduzido pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), em parceria com a Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais (CGJ), resultou na prisão de duas pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida em tentativas de fraude a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

As prisões foram efetuadas nesta quarta-feira (14/1), durante a 2ª fase da operação Veredicto Sombrio, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o alcance das tentativas de fraude.

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Os delegados informaram que as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o alcance das tentativas de fraudes (Crédito: Gláucia Rodrigues / TJMG)

A juíza da Corregedoria-Geral de Justiça, Andréa Cristina de Miranda Costa, representou o TJMG durante a apresentação à imprensa dos dois suspeitos presos pela Polícia Civil.

A magistrada ressaltou que o Tribunal de Justiça mineiro, tão logo soube das tentativas de invasões nos sistemas judiciais, acionou seu Gabinete de Segurança Institucional, bem como a Polícia Civil, para dar início às investigações a fim de apurar quem cometeu os crimes e interromper os acessos fraudulentos.

“É preciso esclarecer à população que todos os integrantes do Poder Judiciário estão atentos a tentativas de invasões e que não iremos tolerar esse tipo de conduta em Minas Gerais. Prova disso, é o êxito desta operação conjunta entre o GSI, a CGJ e a Polícia Civil.”

A ação contou ainda com o apoio da Divisão de Segurança da Informação (Disi), órgão do CNJ, do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da PCMG.

Crimes

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam, de forma indevida, credenciais vinculadas a magistrados e servidores do TJMG para acessar plataformas sensíveis do Poder Judiciário.

Entre os sistemas acessados de maneira irregular estão o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) e o Registro Nacional de Veículos Automotores Judicial (Renajud), ferramentas estratégicas para a execução de decisões judiciais em todo o País.

A ação deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (14/1) deteve dois membros da quadrilha, incluindo um de seus chefes.

Os delegados que participaram da coletiva de imprensa foram Leandro Matos, Bráulio Vinícius Drumond e Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira.

1ª Fase

Em 10/12 de 2025, foi deflagrada a 1ª Fase da operação Veredicto Sombrio nas cidades de Belo Horizonte, Sete Lagoas (região Central) e Jacutinga (Sul do Estado).

Também a partir de um trabalho de inteligência do TJMG, com apoio do CNJ e da PCMG, foram presas nove pessoas suspeitas do mesmo crime envolvendo sistemas do Judiciário.

O grupo criminoso atuava, ainda, em outras frentes, como golpes do falso advogado e fraudes que causaram importantes prejuízos financeiros a empresas e bancos.

Como parte da ação, à época, foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões, incluindo cerca de US$ 180 mil em criptoativos.

Leia mais.

Ouça áudio com a entrevista da juíza Andréa Cristina de Miranda Costa veiculada na Rádio TJ Minas.  
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