Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

TJMG promove bate-papo entre mulheres ativistas

Encontro encerrou a campanha "21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher"


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Mulheres ativistas no combate à violência de gênero participaram de um bate-papo no TJMG (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Cinco mulheres de diversas áreas de atuação no enfrentamento da violência de gênero participaram, nesta quarta-feira (10/12), de um bate-papo na sala da Presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O encontro, uma realização conjunta da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) e da Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom), encerrou a campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” no âmbito da Corte mineira.

Participaram do bate-papo a integrante do Instituto Filhas de Sara, Isabela Soares; a palestrante Helaine Marques; a fundadora do Instituto Mulheres Amadas, Ivone Aparecida Nicolao; a coordenadora do Projeto Transpasse, Júlia Silva Vidal; e a palestrante Lidiane Chagas.

O encontro foi conduzido pela juíza auxiliar da Presidência do TJMG e responsável por prestar apoio às Superintendências nos temas de equidade de gênero, raça, diversidade e inclusão, Mariana de Lima Andrade; e pela jornalista Paola Carvalho.

As participantes, que, até então, não se conheciam, se apresentaram e contaram como, quando e por que começaram a atuar na luta contra a violência de gênero. Relataram o trabalho que realizam e como isso impacta a vida de outras mulheres que sofrem violações de direitos.

A conversa foi encerrada com as participantes falando sobre suas expectativas para o próximo ano no que diz respeito ao combate à violência de gênero.

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A juíza Mariana de Lima de Andrade (esq.) e a jornalista Paola Carvalho conduziram a roda de conversa (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Segundo a juíza Mariana Andrade, o bate-papo foi além da abordagem tipicamente pesada e punitiva, que muitas vezes caracteriza o assunto:

“Hoje, estivemos em um ambiente que é o oposto disso. Foi uma conversa leve, em que as pessoas puderam contar suas histórias e terminou com mensagens de muita esperança. Então, foi um passo importante para a gente tratar essa violência e crueldade também como uma possibilidade de um futuro melhor. São histórias que nos marcam e nos trazem o propósito de tentar fazer mais para combater a violência de gênero.”

A fundadora do Instituto Mulheres Amadas, Ivone Aparecida Nicolao, disse que foi uma oportunidade de apresentar seu trabalho e a luta que representa, ressaltando que o encontro celebrou a história de muitas mulheres:

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A ativista Ivone Nicolao destacou a importância da iniciativa do TJMG de reunir mulheres que lutam contra a violência (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

“É muito importante quando as instituições enxergam essas histórias e lutas. Por outro lado, foi uma oportunidade para que pudesse conhecer o trabalho do Tribunal. Por exemplo, não sabia que o TJMG tinha um setor específico para tratar do combate à violência contra as mulheres. A conversa foi muito boa e pude trazer um pouco do meu trabalho, ao mesmo tempo em que conheci as histórias de outras pessoas que estão na mesma luta e participaram dessa troca de ideias. Foi maravilhosa essa iniciativa do Tribunal de Justiça.”

Sobre a campanha

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove, anualmente, entre os dias 20/11 e 10/12, a campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” com diversas ações. A campanha se iniciou no Dia da Consciência Negra no País e trouxe reflexões sobre os variados cenários da violência de gênero contra meninas e mulheres, com a contextualização de suas vulnerabilidades.

O movimento, criado pelo CNJ, busca sensibilizar a sociedade e o Poder Judiciário sobre o tema e é inspirado na ação mundial denominada “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, que se iniciou em 1991, intitulada “As mariposas”, em homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, assassinadas, em 1960, na República Dominicana. Submetidas às mais diversas situações de violência e tortura, entre elas, o estupro, as irmãs foram silenciadas pelo regime ditatorial de Rafael Trujillo, no dia 25/11 de 1960.

Confira outras fotos do bate-papo no Flickr oficial do TJMG.

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