O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Coordenação de Gestão de Documentos Eletrônicos (Cogede), participou, entre os dias 26 e 30/10, do XI Congresso Nacional de Arquivologia (XI CNA), em Manaus (AM). Com o tema “Arquivos e Amazônia: sustentabilidade, soberania e diversidade na era dos documentos digitais”, o evento, promovido pelo Fórum Nacional das Associações de Arquivologia do Brasil (FNArq), reuniu profissionais de todo o País.
Em 27/10, a equipe do TJMG participou do encontro paralelo “Inovação em preservação digital: experiências no contexto brasileiro”, que teve como objetivo reunir instituições para compartilhar modelos, metodologias e soluções voltadas à gestão documental e à preservação digital, contando com mesas temáticas, apresentações e lançamentos de soluções tecnológicas.
A apresentação da equipe mineira ocorreu na Mesa 3 (“Experiências de preservação digital a partir da implementação do Modelo Hipátia”), mediada pelo coordenador de Governança em Tecnologias para Informação e Comunicação (Cotic) do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Rodrigo de Freitas Nogueira. A mesa contou também com a participação do diretor da Divisão de Gestão de Documentos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Gilberto de Souza Cardoso; dos representantes do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) Clarissa Lunardi e Rafael Mello; e dos representantes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Ana Carolina Fonseca e Daniel Monteiro.
Pelo TJMG, participaram da apresentação a coordenadora da Cogede, Bárbara Wacha, e o arquivista da Cogede Mateus Sonegheti. A comitiva do Tribunal no XI CNA contou ainda com a participação da gerente de Gestão de Documentos da 2ª Instância, Eletrônicos e Permanentes (Gedoc), Giselle Santos Cesário da Costa.
Modelo Hipátia e RDC-Arq
A apresentação da equipe do TJMG teve como foco a trajetória e os resultados práticos da instituição na aplicação do Modelo Hipátia, relatando a experiência com o projeto de preservação digital desenvolvido em parceria com o Ibict para a implementação do Repositório Arquivístico Digital Confiável (RDC-Arq) no Poder Judiciário mineiro.
"Detalhamos os desafios institucionais e toda a trajetória de construção da nossa parceria com o Ibict para viabilizar o RDC-Arq no Tribunal. Mais do que um projeto, esse fluxo passa a integrar de forma definitiva as rotinas de trabalho da Cogede. A partir da avaliação arquivística, os documentos digitais produzidos no sistema Projudi, destinados à guarda permanente, passam a ser recolhidos e preservados com segurança, garantindo sua autenticidade e integridade", destacou a coordenadora Bárbara Wacha.
A gerente da Gedoc, Giselle Santos Cesário da Costa, destacou o impacto da presença do Tribunal no evento e a relevância do compartilhamento de experiências institucionais:
“A participação do TJMG no evento representou uma oportunidade de apresentar as iniciativas desenvolvidas no Tribunal e, ao mesmo tempo, acompanhar ações de outras instituições do Judiciário na área de preservação digital. A programação reuniu diferentes experiências, modelos e soluções tecnológicas, favorecendo a troca de conhecimentos e a construção conjunta de estratégias para a preservação da memória digital do Poder Judiciário.”
A experiência do TJMG com a implementação do Modelo Hipátia e com a estruturação da preservação digital de seus documentos arquivísticos também é tema de um livro técnico, que será publicado em breve pela Editora Ibict.
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