Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

TJMG exibe clássico com Robin Williams

Sociedade dos Poetas Mortos mostra mudança de perspectiva de estudantes promovida pelo contato com a arte


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Para a sessão de 30 de março, o Cineclube TJ elegeu um filme que sensibiliza gerações há anos: Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, 1989). A obra é um dos destaques na carreira do ator Robin Williams, que morreu em 2014. O elenco também tornou-se conhecido e respeitado por seu desempenho no filme. A sessão do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) terá como comentarista o desembargador Alberto Diniz Júnior.

 

O filme conta a história de um grupo de alunos e um de seus professores na Welton Academy, tradicional escola preparatória em Vermont, nos Estados Unidos da América, em 1959. A trama gira em torno de um ex-aluno (Williams) que se torna professor de literatura. Decidido a inovar, o professor John Keating, de início, choca os alunos com seus métodos não ortodoxos e cria conflitos na instituição. Ao longo da história, contudo, ele passa a ser adorado pelos jovens.

 

Na obra dirigida por Peter Weir, o novato tem uma meta: fazer os alunos pensarem. Por ter estudado na escola, sua vida acadêmica foi registrada nos famosos anuários (year books). Ali, consta sobre ele um instigante dado: sua participação em uma “sociedade dos poetas mortos”. A informação desperta a curiosidade dos alunos, que resolvem fazer com que o grupo ressurja.

 

Fundamentado no princípio do carpe diem (expressão horaciana que pode ser traduzida como "aproveite o dia"), o mestre substitui o ensino voltado para o mercado, deixando a luz de cada um brilhar, mostrando que sempre há um outro lado e que não se deve aceitar cegamente o que está sendo imposto. O professor dá aos estudantes a oportunidade de se encantarem com a literatura. Segundo Keating, estudar para formar advogados, engenheiros ou médicos é importante, mas o que torna as existências válidas é a lucidez do espírito, o prazer e a alegria de viver.

 

Assim, os alunos se veem em meio a uma revolução libertadora em suas existências, encontrando novos interesses e vocações, como no despertar de um sono profundo. O professor quebra paradigmas, provando aos alunos que não existe apenas um caminho, e que eles devem e podem escolher os seus. Por tratar a educação como um processo humano, propõe a transformação do indivíduo de dentro para fora.

 

O filme mostra que um professor pode ser um educador, mas um educador nunca será apenas um professor. Este reproduzirá um saber, aquele transforma seres humanos. Assim, a produção norte-americana consegue educar, inspirar e motivar o espectador, pela crítica aos moldes conservadores da educação.

 

O Cineclube TJ seleciona obras cinematográficas memoráveis para discutir temas filosóficos e jurídicos. Oferecendo uma alternativa cultural para o público interno do TJMG, o projeto também estimula a fruição artística e a reflexão. A iniciativa é coordenada pelo juiz Magid Nauef Láuar.

 

Serviço
Sociedade dos Poetas Mortos
Entrada franca
30 de março, quinta-feira, 19h
Auditório da Corregedoria
Rua Goiás, 253, Centro, Belo Horizonte/MG

 

Assessoria de Comunicação Institucional – Ascom
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