Buscando estar cada vez mais próximo da população, fortalecer o diálogo com os cidadãos e ampliar o acesso aos serviços do Judiciário, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) tem investido em iniciativas que tornam a Justiça mais aberta e acolhedora. Esse compromisso foi reconhecido nacionalmente com conquistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça (PNCJ) 2026, que teve como tema “O poder da comunicação na reputação da justiça”.
Além de ampliar a comunicação com a sociedade, o Tribunal tem investido no resgate de importantes capítulos da história de Minas Gerais e do próprio Poder Judiciário por meio de reportagens especiais. É o caso da série de reportagens e dos documentários sobre Chica da Silva e o caso dos Irmãos Naves. As produções valorizam a memória, promovem a reflexão sobre temas de interesse social e reforçam o papel do Judiciário na preservação da história. Esse trabalho vem sendo reconhecido em premiações nacionais.
Na edição de 2026 do PNCJ, o TJMG conquistou o 3º lugar na categoria "Reportagem Escrita" com as reportagens sobre Chica da Silva. A cerimônia de premiação ocorreu durante o XX Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação do Sistema de Justiça (Conbrascom), que aconteceu de 29 a 31/7, em João Pessoa (PB).
Promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), o prêmio reconhece iniciativas de comunicação desenvolvidas por instituições do Sistema de Justiça que contribuem para fortalecer a transparência institucional e aproximar essas organizações da sociedade.
Reconhecimento
A superintendente de Comunicação Institucional e Cerimonial, desembargadora Eveline Mendonça Felix Gonçalves, destacou que a premiação reconhece o compromisso do TJMG em aproximar a Justiça da população por meio de uma comunicação transparente, acessível e de qualidade.
Para a magistrada, o investimento em uma comunicação que informa, orienta e fortalece a relação entre o Judiciário e a sociedade, com uma equipe comprometida em traduzir temas complexos de forma clara, humanizada e relevante para o cidadão, é uma demonstração de que a instituição está no caminho certo:
“O trabalho desenvolvido na reportagem sobre Chica da Silva é motivo de orgulho para o Poder Judiciário mineiro. Mais do que a premiação recebida, valorizamos o reconhecimento de especialistas, historiadores, intelectuais e do público em geral, além do alto número de visualizações do documentário correspondente. O projeto destaca-se pela busca da verdade histórica em respeito à trajetória de Francisca da Silva de Oliveira, pelo alcance, que vai da comunidade escolar à academia, e pela pesquisa rigorosa que combinou entrevistas, fontes documentais e uma escuta atenta à população de Diamantina e do Serro.”
Ao ressaltar o papel estratégico da comunicação institucional na aproximação do Poder Judiciário com a população, o juiz auxiliar da Presidência do TJMG e responsável pela Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom), Marcelo Rodrigues Fioravante, afirmou que a comunicação do Tribunal, nessa realização, contribuiu para ampliar o acesso à Justiça, fortalecer a confiança da sociedade na instituição e promover a transparência:
“Quando se fala em comunicação no Judiciário, pensamos imediatamente em transparência, cidadania, acessibilidade e proximidade com o cidadão. Essa deve ser a motivação dos profissionais da área e dos magistrados responsáveis por supervisioná-la. O projeto dos documentários poderia parecer fora do escopo das nossas atividades à primeira vista. Mas ele representou uma imersão em documentos que o Tribunal preservou para todos os brasileiros por séculos, dezenas de entrevistas e consultas a arquivos e bibliotecas, estudos sobre o contexto da época, pesquisas iconográficas, discussões e debates sobre as formas de ilustrar o tema e trazer à luz aspectos ignorados ou negligenciados.”
Ainda de acordo com o magistrado, a série de reportagens foi um verdadeiro ato de justiça histórica:
“Mostram que, se, por um lado, o presente nos faz inúmeras exigências, ao longo do tempo, a responsabilidade de crescer e evoluir continua nos interpelando, impulsionando-nos a refletir sobre o que fazemos, sobre erros e acertos e sobre a necessidade de não apenas construir um legado, mas cuidar do que recebemos das gerações anteriores.”
Premiação
A premiação pelo 3º lugar na categoria "Reportagem Escrita" foi recebida pela analista judiciária Daniele Hostalácio, jornalista da Gerência de Imprensa (Gimp) do TJMG, autora do texto e responsável pela edição da série de reportagens sobre Chica da Silva.
Para ela, receber o reconhecimento foi uma honra, especialmente por concorrer com trabalhos produzidos por profissionais de referência na comunicação de instituições do Sistema de Justiça:
“Somos muito gratos ao Tribunal por nos dar liberdade para produzir um conteúdo com uma escrita e uma apresentação visual mais criativas, diferentes do padrão adotado nas notícias diárias publicadas no Portal TJMG.”
Segundo ela, o anúncio da descoberta do testamento de Francisca da Silva de Oliveira (1732-1796) serviu como ponto de partida para abordar aspectos históricos mais amplos:
“O anúncio do achado do testamento de Chica da Silva foi apenas um pretexto para falarmos sobre o que os historiadores descobriram a respeito da personagem real, Francisca, e também sobre aspectos da vida nas Minas Gerais do século XVIII. Chica da Silva mexe muito com o nosso imaginário e, ao fazer essa reportagem, descobrimos que sua trajetória foi profundamente deturpada. Acredito que conseguimos contribuir para lançar um pouco mais de luz sobre sua história, em um esforço de reparação histórica, estimulando mais pessoas a conhecer quem ela realmente foi e o contexto complexo e cheio de contradições em que viveu.”
Certificado
Durante o XX Conbrascom, o TJMG recebeu outra homenagem, com o certificado da plataforma Social Media Gov, especializada em análise, benchmarking e inteligência de dados sobre comunicação digital de instituições públicas. O reconhecimento destacou o desempenho do Tribunal nas redes sociais, que ficou entre as dez cortes estaduais com maior engajamento no 1º semestre de 2026. No ranking, o TJMG alcançou a 6ª colocação, resultado que evidencia o alcance e a efetividade da comunicação digital da instituição.
O certificado foi recebido pela analista judiciária e relações-públicas Jênifer Rosa de Oliveira, da Coordenação de Apoio Técnico e de Conteúdo para as Mídias Digitais (Comid).
Segundo ela, o reconhecimento demonstra que o trabalho desenvolvido pela equipe tem alcançado seus objetivos:
“Para a equipe que trabalha com as redes sociais, esse reconhecimento é um indicativo de que nosso trabalho e nosso esforço estão dando certo, já que estamos entre os dez Tribunais de Justiça com maior interação nas redes sociais. E, para o TJMG, é um sinal de que o conteúdo que produzimos e divulgamos é interessante para o cidadão e de que estamos conseguindo chegar até ele por meio desse canal tão popular no Brasil. Estamos levando informações sobre a Justiça de forma leve, atrativa e útil.”
Jênifer Rosa de Oliveira destacou ainda a importância da comunicação pública para o fortalecimento da cidadania: “A comunicação pública é a base da cidadania. É por meio dela que o cidadão tem acesso às informações de que precisa para exercer seus direitos e deveres. Mas não basta apenas divulgar informações, é preciso que elas sejam claras e de fácil acesso para que cumpram seu papel. Por isso, é importante ocupar todos os canais possíveis, como as redes sociais, e produzir conteúdos com linguagem simples e criativa, democratizando a informação e contribuindo para que as pessoas exerçam plenamente a cidadania.”
Diretoria Executiva de Comunicação – Dircom
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