Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Núcleo vai monitorar casos de violência contra a mulher no Sistema de Justiça

Numov atuará em representações envolvendo magistrados, servidores, notários e registradores


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O Núcleo de Monitoramento de Violência contra a Mulher e da Observância do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero (Numov), vinculado à Corregedoria-Geral de Justiça, busca contribuir para o tratamento adequado das demandas relacionadas à violência contra a mulher ocorridas dentro do Sistema de Justiça (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Por meio do recém-publicado Provimento Conjunto nº 168/2026, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) oficializou a criação do Núcleo de Monitoramento de Violência contra a Mulher e da Observância do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero (Numov), vinculado à Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) de Minas Gerais. 

O provimento entrou em vigor em 30/9 de 2026 e foi editado para implementar, no âmbito do TJMG, as disposições do Provimento nº 201, da Corregedoria Nacional de Justiça, de 28/7 de 2025, que estabelece a política permanente de enfrentamento da violência contra a mulher no Sistema de Justiça.

A atuação do núcleo tem o objetivo de zelar pela aplicação do Protocolo de Perspectiva de Gênero, cooperar com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na informação de dados e avaliar indicadores e metas institucionais.

Se houver pedido de escuta especializada, a oitiva da vítima será conduzida por profissionais capacitados da equipe técnica da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do TJMG.

Segundo o corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Raimundo Messias Júnior, a criação do núcleo atende à necessidade de "assegurar um atendimento humanizado, desburocratizado e que evite a revitimização de mulheres que denunciem infrações disciplinares praticadas por magistrados, servidores ou delegatários".

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O corregedor Raimundo Messias Júnior ressaltou a necessidade de assegurar um atendimento humanizado, desburocratizado e que evite a revitimização de mulheres (Crédito: Gláucia Rodrigues / TJMG)

As representações poderão ser apresentadas por meio de formulário eletrônico específico, que será disponibilizado no portal institucional da Corte mineira, pelo canal “Fale com o TJMG” ou por outros meios de peticionamento previstos em lei e nos normativos internos do Tribunal. O formulário terá linguagem simplificada, humanizada e acessível, para facilitar o relato dos fatos.

O Numov vai atuar de forma articulada com a Ouvidoria da Mulher do TJMG, a Comsiv e as comissões de prevenção e enfrentamento do assédio moral e sexual, além de outros órgãos e instituições envolvidos na proteção das mulheres, inclusive o CNJ, a Ouvidoria Nacional da Mulher e órgãos estaduais que atendem mulheres em situação de violência.

A atuação integrada busca contribuir para o tratamento adequado das demandas relacionadas à violência contra a mulher no Sistema de Justiça.

O Provimento Conjunto nº 168/2026 estabelece, ainda, que a Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef) promoverá capacitação permanente de magistrados e servidores para o enfrentamento de todas as formas de violência contra a mulher e para a atuação de acordo com as orientações do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero.

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