Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Reunião trata da Casa da Mulher Brasileira em BH

Local destinado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência deve ser inaugurado no 2º semestre de 2026


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Reunião no TJMG tratou das ações a serem realizadas após a inauguração da Casa da Mulher Brasileira em Belo Horizonte (Crédito: Riva Moreira / TJMG)

A superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, reuniu-se, nesta quinta-feira (15/01), com a secretária adjunta e subsecretária de Direitos Humanos (SUDH) da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), Luana Magalhães de Araújo Cunha, e com a assessora de Planejamento e Gestão da SUDH, Ana Paula Simões Hilário. O assessor da Comsiv, Paulo Cesar Rodrigues Junior, também participou.

O objetivo do encontro foi tratar do andamento das obras da Casa da Mulher Brasileira, que está sendo construída no bairro União, região Nordeste da Capital mineira, e da participação do TJMG no projeto após sua abertura.

A Casa da Mulher Brasileira é um espaço voltado ao atendimento humanizado de mulheres, com serviços especializados às vítimas de violência. A proposta é garantir condições de enfrentamento à violência, fortalecimento da autonomia e promoção do empoderamento feminino.

Centralização de serviços

Para a superintendente da Comsiv, desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, o projeto é muito importante na rede de proteção das mulheres, porque engloba, em um único local, agentes e parceiros:

“Uma mulher vítima de violência precisa percorrer vários caminhos e contar e recontar sua história diversas vezes, mas, com a Casa da Mulher Brasileira, tudo será resolvido em um único local. É, acima de tudo, um espaço de atendimento e acolhimento, e o TJMG vai colaborar para o sucesso dessa iniciativa.”

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A superintendente da Comsiv, desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, destacou a importância do local por reunir serviços voltados às mulheres vítimas de violência (Crédito: Riva Moreira / TJMG)

As obras estão em fase final, e a previsão é que a casa seja inaugurada no 2º semestre de 2026. O local vai integrar, em um único espaço, serviços como triagem; apoio psicossocial; delegacia; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças e brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes. O local também reunirá Juizado Especial, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) e Instituto Médico Legal (IML).

O edifício possui um único pavimento, dividido em oito blocos, com o último destinado à recepção e à triagem, além de área para estacionamento, rampas, escadas e paisagismo. São cerca de 3 mil m² de área construída.

Para a subsecretária de Direitos Humanos da PBH, Luana Magalhães de Araújo Cunha, o espaço promoverá um atendimento mais adequado e humanizado às vítimas de violência doméstica:

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Para a subsecretária de Direitos Humanos da PBH, Luana Magalhães, o mais importante é poder evitar a revitimização das mulheres (Crédito: Riva Moreira / TJMG)

“A grande importância da Casa é para se evitar a revitimização da mulher, para não precisar fazer uma via-sacra para acessar os órgãos em busca do provimento que deseja, que é a proteção. Isso será feito de forma mais ágil, protetiva e acolhedora, para não ter que contar sua história diversas vezes e reviver aquela violência em um percurso que é longo e muito doloroso para a vítima.” 

A assessora de Planejamento e Gestão da SUDH, Ana Paula Simões Hilário, ressaltou que o momento atual é de articulação com todos os parceiros e instituições envolvidas para definir conteúdos e metodologias de trabalho, em paralelo com a finalização das obras:

“A partir desse alinhamento técnico, teremos condições de oferecer os melhores serviços para as cidadãs. A recepção e o acolhimento têm que ser o mais adequado, desde o bom-dia de porteiros e agentes que irão atender essas mulheres.”

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A assessora de Planejamento e Gestão da SUDH, Ana Paula Simões Hilário, afirmou que a articulação dos parceiros é um dos pontos essenciais para o sucesso do projeto (Crédito: Riva Moreira / TJMG)

Casa da Mulher Brasileira

A Casa da Mulher Brasileira é um dos eixos do Programa “Mulher Viver sem Violência”, coordenado pelo Ministério das Mulheres. A iniciativa está alinhada à Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que estabelece a integração do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública com áreas como Segurança, Assistência Social, Saúde, Educação, Trabalho e Habitação.

Segundo dados do Ministério das Mulheres, atualmente há 10 Casas em funcionamento no País: Ananindeua (PA), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Ceilândia (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Teresina (PI). Outras 27 estão em fase de implementação no Brasil.

Após a inauguração da unidade na Capital mineira, a PBH será responsável pela gestão, por meio da Subsecretaria de Direitos Humanos.

Ouça neste link a matéria da Rádio TJ Minas sobre a reunião.

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