Referência nacional
Corregedor-Geral de Justiça
Desembargador Raimundo Messias Júnior
Cinco vetores irão nortear a gestão do desembargador Raimundo Messias Júnior como corregedor-geral de Justiça no biênio 2026-2028, período durante o qual ele buscará atuar para “mobilizar magistrados, servidores, tabeliães, oficiais e notários, para entregar uma prestação jurisdicional de excelência, e fazer da 1ª Instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e dos Serviços Extrajudiciais uma referência nacional”. Natural de Uberlândia (MG), e integrante da magistratura mineira desde 1996, o desembargador afirma que atuará ainda em parceria com a Presidência e demais órgãos diretivos do TJMG para garantir o alinhamento de todas as unidades jurisdicionais da 1ª Instância às metas do Conselho Nacional de Justiça para o Poder Judiciário.
No comando da Corregedoria-Geral de Justiça, quais serão as principais diretrizes da sua gestão?
Nossa gestão será norteada por cinco vetores: estreitamento das relações com os magistrados e servidores, construindo pontes de comunicação, desenvolvendo ações motivacionais e direcionando o foco para o comprometimento; fomento das metas e sistemas estruturais (eproc, Correição de Registro e Regularização de Bens — CRRB, entre outros) e utilização responsável da inteligência artificial, sob o comando da mente humana, para otimizar processos e fluxos de trabalho; ampliação das parcerias e projetos de inserção social, tais como Registre-se, Rua de Direitos e Posso Ajudar; excelência na prestação dos serviços judiciais e extrajudiciais, com prevalência do respeito e humanização com os clientes interno e externo; e diálogo institucional com todos os órgãos diretivos e com outras Corregedorias, buscando intercâmbio e simbiose com boas práticas.
Que ações o senhor pretende adotar para garantir o alinhamento de todas as unidades jurisdicionais da 1ª Instância às metas do Conselho Nacional de Justiça para o Poder Judiciário?
A primeira e maior ação a ser adotada para garantir esse alinhamento será a priorização do aparelhamento da 1ª Instância, em parceria com a Presidência e demais órgãos diretivos do TJMG. Mesmo com as limitações orçamentárias, os projetos exitosos de outros Tribunais irão otimizar o nosso trabalho. Cito, como exemplo, a criação das Centrais de Cumprimento de Sentença (Centrases) e das Centrais de Processamento Eletrônico (CPEs), que permitirão a equalização da força de trabalho, além da redução dos gargalos e das taxas de congestionamento. Além disso, a gestão por dados permitirá o acompanhamento das unidades jurisdicionais e o controle de acervo e produtividade em tempo integral.
Em relação ao extrajudicial, como contribuir para modernizar os serviços notariais e de registro e ampliar o acesso da população a eles, sem comprometer a segurança ao usuário?
As inspeções e correições regularmente realizadas pela Casa Correicional são um primeiro termômetro para essa contribuição. Afinal, a presença in loco muitas vezes oportuniza diligências pontuais para a melhoria, a modernização e a ampliação do acesso ao serviço. Nada obstante, é preciso eliminar formalidades inúteis e preservar a segurança jurídica, colocando o usuário como centro do processo.
Que legado o senhor gostaria de deixar como corregedor-geral de Justiça?
Em toda estrutura, aquele que exerce a maior liderança também deve ser o que mais serve. Ao final da minha passagem pela Corregedoria-Geral de Justiça, gostaria de ser lembrado como alguém que procurou servir com afinco e humanidade, e que foi capaz de mobilizar magistrados, servidores, tabeliães, oficiais e notários, para entregar uma prestação jurisdicional de excelência, e fazer da 1ª Instância do TJMG e dos Serviços Extrajudiciais uma referência nacional. Acima de tudo, desejo ser visto como alguém que tratou indistintamente, com respeito e dignidade, as pessoas com quem trabalhou, e que fez o máximo para tornar a Justiça e o mundo melhores.