Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Missa em Ação de Graças marca transição de gestões no TJMG

Cerimônia foi celebrada pelo reitor da PUC Minas, padre Luís Henrique Eloy


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O padre Luís Henrique Eloy deu uma bênção especial a magistrados que encerram o mandato no TJMG e aos que assumem para o biênio 2026-2028 (Crédito: Euler Junior / TJMG)

O Santuário Arquidiocesano da Santíssima Eucaristia, no Centro da Capital, acolheu, em 30/6, os dirigentes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) no último biênio (2024-2026) e os novos mandatários, entre eles o superintendente administrativo adjunto, desembargador Vicente de Oliveira Silva, presidente eleito (biênio 2026-2028), para uma missa em ação de graças. A celebração foi oficiada pelo reitor da PUC Minas, padre Luís Henrique Eloy e Silva, representando o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor de Oliveira Azevedo.

O evento, ao som de Mozart, Haendel e obras da liturgia católica, foi destinado a louvar a Deus e agradecer pelos trabalhos da gestão que se encerra e para pedir pelo bom êxito da nova Direção, que atuará no período de julho de 2026 a junho de 2028, para que os novos dirigentes "tenham força, prudência, retidão, senso de justiça, sabedoria e espírito de serviço em suas ações”.

A celebração reuniu a comunidade do TJMG, autoridades e representantes de órgãos parceiros do Sistema de Justiça e da administração pública, além de familiares e amigos dos novos responsáveis pela condução do Judiciário estadual mineiro.

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O desembargador Vicente de Oliveira Silva assume nesta quarta-feira (1º/7) a Presidência do TJMG (Crédito: Juarez Rodrigues / TJMG)

Dos novos membros da Direção do TJMG, que serão empossados nesta quarta-feira (1º/7), no Palácio das Artes, estiveram presentes, além do presidente: o 1º vice-presidente, desembargador Márcio Idalmo Santos Miranda; o 2º vice-presidente e superintendente da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), desembargador Manoel dos Reis Morais; a 3ª vice-presidente, desembargadora Shirley Fenzi Bertão; o corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Raimundo Messias Júnior; e o vice-corregedor-geral de Justiça, desembargador Leopoldo Mameluque. Além disso, participou da cerimônia o superintendente administrativo adjunto do biênio 2026-2028, desembargador André Leite Praça.

Compareceram, ainda, magistrados que encerram seus mandatos na Direção do TJMG: o presidente, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior; o 2º vice-presidente e superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani Penna; e o corregedor-geral de Justiça, desembargador Estevão Lucchesi de Carvalho.

Novo ciclo

O celebrante ressaltou que o momento marca um novo ciclo na história do Tribunal. Nessa etapa, é preciso avançar. “Não sem uma memória agradecida ao que passou, mas com a certeza de que há novas responsabilidades pela frente. No evangelho de hoje, que sucede ao de ontem, quando Jesus recomenda a um jovem que deixe de olhar para o passado para segui-lo, contemplamos a travessia num mar tempestuoso. Jesus intervém para acalmar o mar. As travessias verdadeiras acontecem quando existe um assentimento interior, com a nossa consciência e a nossa vontade, a um processo de mudança”, disse.

Segundo o padre Luís Henrique Eloy, não se trata apenas de atravessar de um lado para o outro, mas de “assumir a responsabilidade com todas as renúncias que esse ato supõe e requer”. Em um mundo no qual é frequente o sentimento de estar perdido, sem bússola para navegar, em que nos sentimos incapazes de ver o caminho, as travessias podem ser superficiais, “mas só quem faz travessias interiores ilumina o seu interior e o seu entorno”.

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O presidente eleito, desembargador Vicente de Oliveira Silva, proferiu a Primeira Leitura, extraída do livro do profeta Amós (Crédito: Juarez Rodrigues / TJMG)

“Jesus está no barco, mas dorme. Os discípulos, apesar dessa presença, se apavoram e pedem ao Senhor que aja, pois eles sentem que o barco vai afundar e que eles vão morrer com a tempestade. E Jesus os interpela, chamando-os 'homens de pouca fé'. Ameaça o vento e as ondas, e tudo volta à calmaria. Estamos reunidos hoje para celebrar a posse da nova Direção do Tribunal de Justiça Minas Gerais, uma instituição tão respeitada no cenário estadual e nacional. Agradecemos por tudo o que já foi feito, pela contribuição que foi dada, e confiamos este novo ciclo a Deus”, afirmou.

O padre frisou a importância do testemunho dos homens e mulheres que desempenham funções públicas:

“Vivemos num mundo de grande sofrimento emocional, falta de sentido e carência de pessoas que sejam referência de uma moral sólida, de uma ética exemplar. Nossa sociedade carece de modelos e de exemplos. Numa realidade tão complexa, corremos o risco de desanimar, desistir, desacreditar. Com Cristo, nada é impossível; as adversidades são apenas um componente da travessia. A fé pode ser pouca, mas é sempre necessária.”

Vocação e missão

O sacerdote concluiu, exortando os novos dirigentes a abraçar corajosamente a missão que iniciam:

“Que a vocação dos senhores seja alimentada pelo desejo de fazer o bem. Assumam sua missão, agradecendo pelo passado, mas olhando para o futuro e decidindo com compaixão, objetividade e imparcialidade. Que Jesus os ajude, ilumine e abençoe, porque a tempestade é certa, mas a travessia bem-sucedida não é garantida; ela depende da livre escolha, do desejo de chegar a algo mais belo, mais profundo e inovador.”

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As preces da missa incluíram os familiares dos desembargadores da Direção e toda a comunidade do TJMG (Crédito: Juarez Rodrigues / TJMG)

A missa incluiu preces pelo Papa Leão XIV, pelo arcebispo Dom Walmor, por seus bispos auxiliares, pelos sacerdotes e por toda a Igreja; pelas famílias dos desembargadores e de todos os que trabalham no TJMG; por todos aqueles que têm a missão de promover a justiça e defender o direito e por todos os que se reuniram na ocasião, "para que se empenhem na busca de um mundo mais humano e solidário".

Os cantos foram executados pelo Grupo de Câmara da Orquestra Jovem e pelo Coral Jovem do TJMG, sob a regência do maestro Eduardo Teixeira Mendes.

No encerramento da celebração, o padre Luís Henrique Eloy deu uma bênção especial aos magistrados que ocuparam cargos de Direção e aos que assumem para os próximos dois anos.

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