A segunda parte do I Encontro Estadual de Juízes de Direito Coordenadores de Cejuscs foi marcada pela palestra “Da Importância da Padronização do Funcionamento e das Rotinas dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc)”, com o juiz coordenador do Cejusc-BH, Renan Chaves Carreira Machado.
A intenção do palestrante foi compartilhar experiências sobre o trabalho desenvolvido por ele à frente do Cejusc-BH e debater temas práticos para transformar inspiração em realidade. Ele salientou que, assim como Minas Gerais, os Cejuscs são muitos e têm uma gama de realidades díspares: uns grandes, outros médios e outros de pequeno porte.
O juiz Renan Carreira Machado apresentou aos colegas uma panorâmica do que é e do que se espera dos centros judiciários. De acordo com o magistrado, o que inspirou a criação dessas unidades foi a constatação de que o modelo do Poder Judiciário estava exaurido, com um acervo processual que não para de crescer.
O magistrado falou dos desafios de desenvolver uma política de tratamento adequado aos conflitos, que é o foco dos Cejuscs. E o enfrentamento desses conflitos, segundo ele, pode se dar de várias formas, inclusive pelo processo. “O centro de nossa atividade é o conflito e não o processo. O processo é um dos meios, é ajuizado quando os outros meios não dão certo”, disse.
Ao final, o coordenador do Cejusc-BH destacou a importância do trabalho de gestor para melhor desempenho da função. “Quanto mais cedo nos conscientizarmos de nosso trabalho de gestor, melhor será nossa prestação jurisdicional.”
World Café
O juiz da Comarca de Francisco Sá, Juliano Carneiro Veiga; o juiz coordenador do Cejusc de Pratópolis, Ângelo Almeida; a juíza coordenadora do Cejusc de Viçosa, Giovana Travenzolli; o juiz coordenador do Cejusc-BH, Renan Chaves Carreira Machado; e o juiz auxiliar da 3ª Vice-Presidência do TJMG, Maurício Pinto Ferreira, participaram como instrutores das 12 mesas do World Café. Cada mesa debateu um tema relacionado às práticas autocompositivas.
World Café é um método ativo de aprendizagem, de fácil utilização para a criação de uma rede viva de diálogo colaborativo sobre perguntas relevantes a serviço de assuntos reais do trabalho.
Encerramento
O 3º vice-presidente do TJMG, desembargador Saulo Versiani Penna, e o juiz auxiliar da 3ª Vice-Presidência, Maurício Pinto Ferreira, apresentaram as atividades desenvolvidas pela 3ª Vice-Presidência e as perspectivas para 2017.
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