O guarda municipal que tentou matar a ex-companheira com gasolina no bairro Caiçara, na região noroeste de Belo Horizonte, teve a prisão preventiva decretada no sábado (21/3). A decisão é da juíza Genole Santos de Moura, da Secretaria de Audiências de Custódia (Secac) de BH.
Ao manter a prisão, a magistrada ressaltou que medidas alternativas seriam insuficientes diante da gravidade do caso.
O ataque
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito aguardou a vítima na saída do trabalho, nas imediações do Anel Rodoviário com a avenida Presidente Carlos Luz. Ao encontrá-la, saiu de trás de um poste com um galão de gasolina e jogou o líquido na vítima, atingindo suas roupas e olhos. Com medo de que ele ateasse fogo, a vítima correu pelo Anel Rodoviário, mesmo com a visão prejudicada, e pediu ajuda em uma base comunitária da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
O guarda fugiu após o ataque, mas foi localizado horas depois no bairro Taquaril, na Região Leste de BH, por agentes do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher da própria Guarda Municipal. Ele teria afirmado que pretendia matar a vítima. Eles tiveram um relacionamento de nove anos e estavam separados havia oito meses.
Medida protetiva
A mulher afirmou aos policiais que, dias antes do ataque, em 16/3, o ex invadiu sua casa, a agrediu e danificou objetos. Por conta do episódio, ela obteve uma medida protetiva - que foi descumprida.
Além da expedição do mandado de prisão preventiva contra o guarda, a vítima foi comunicada com urgência da decisão e orientada sobre o direito à assistência pela Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG).
O processo tramita sob o número 5030291-75.2026.8.13.0024.
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