Gerenciar na escassez é lição com ganhos permanentes. É assim, comparando os desafios enfrentados a uma operação de guerra, que o superintendente de transportes do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), desembargador Sérgio André da Fonseca Xavier, caracteriza sua atuação desde que aceitou a incumbência, em setembro. Encarregado pelo presidente Herbert Carneiro de conseguir resultados de economia e otimização do uso de recursos públicos, apaixonado, “desde sempre”, com mecânica de veículos e suas peculiaridades e conhecedor da história bélica mundial, o magistrado, embora reconheça que as adversidades não deixaram de aparecer, já comemora bons números.
“O presidente teve muita sensibilidade ao me confiar esta missão, porque eu gosto de carros, entendo bastante do assunto e me interesso por pesquisar e compreender melhor o funcionamento de veículos. Além disso, sou juiz há mais de 27 anos, e conheço bem a Casa”, ressalta. Inicialmente, a estratégia foi analisar cuidadosamente a maneira como o atendimento era prestado. Depois, foram feitos ajustes, cortes e redirecionamentos. “A austeridade revelou potencialidades de áreas ainda pouco exploradas e pontos de crescimento”, esclarece.
Planejamento de resultados: mais de meio milhão em economia
Num primeiro momento, houve uma readequação da equipe administrativa e operacional, com uma redução de custo de contratos de terceirizados e assistentes especializados de 11%. O critério para isso foi técnico: foram mantidos os profissionais que demonstravam mais comprometimento, maior habilidade na condução e mais zelo pelo patrimônio.
Em seguida, foram atacadas as horas extras, que tiveram um decréscimo de 33%. “Observamos que, com a organização do serviço, nem sempre era necessário estender a jornada do funcionário. De setembro a fevereiro de 2017, foram quase 22 mil horas a menos, o que representou mais de meio milhão de reais. Essa questão ajuda a minorar outro problema, o passivo trabalhista do Tribunal”, conta.
A terceira etapa foi atentar para o consumo de combustível. Em seis meses, o consumo despencou de mais de R$ 900 mil para cerca de R$ 700 mil. O segredo para poupar em torno de 86 mil litros de gasolina e diesel foi simplesmente adequar o tipo de veículo ao serviço prestado, reduzindo também procedimentos dispendiosos. Assim, um automóvel de baixo consumo era empregado para tarefas que exigiriam saídas frequentes, e carros mais potentes serviam a tarefas que os demandavam. Da mesma forma, as necessidades das comarcas iam sendo atendidas com os veículos de localidades próximas, evitando deslocamentos desnecessários.
Desdobramentos: o que vem por aí
Outras iniciativas envolveram tomar contato com as práticas de manutenção e ver onde elas deixavam a desejar, fazer mudanças quando elas pudessem ser aperfeiçoadas, dar uso a itens que estavam ociosos, aproveitar a mão de obra de forma mais eficiente. Os próximos passos, segundo o superintendente, já estão planejados, e acabam dando frutos secundários importantes, como a diminuição do volume de carros nas ruas e da poluição.
“Queremos conscientizar as áreas do TJMG para rever as solicitações de carros recorrendo à Comex (Coordenação de Movimentação e Expedição de Documentos), pois, se há um setor para transportar documentos, não faz sentido designar um veículo e um motorista para levar apenas um ou dois requerimentos. Identificamos, ainda, veículos antieconômicos que não se prestam aos propósitos do Judiciário, devido ao alto custo de manutenção e ao alto consumo de combustíveis, e que podem ir a leilão. A despesa com horas extras, acredito, ainda pode diminuir. Com esse cenário de crise, outros gastos estão sendo analisados. Há muito chão para percorrer. Mas temos boas máquinas”, considera.
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