A Galeria de Arte do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no Edifício-Sede, em Belo Horizonte, abre a temporada 2026 com a mostra “Ecce Homo”, do belo-horizontino Marco Tulio Resende. Os visitantes poderão conferir a mostra a partir da próxima terça-feira (3/2), às 18h.
Até 17/3, estarão dispostas cerca de 50 obras, entre pinturas, desenhos, esculturas e livros-objetos. As peças foram produzidas entre o fim da década de 1980 e o ano passado e integram as principais séries do artista: “Cabeças”, “Ecce Homo” e “Ex-Libris”.
A exposição tem caráter interativo e acessível a diversos públicos, incluindo pessoas com deficiência visual. Parte das obras, como os livros-objetos, poderá ser manipulada pelos visitantes, e algumas peças contam com audiodescrição.
Inéditos em Minas
Entre os destaques, estão dois painéis de grandes dimensões (4,5 m de comprimento por 2 m de largura), inéditos em Minas Gerais, já exibidos em exposições itinerantes pela América Latina. Integrantes de um conjunto de seis painéis, os trabalhos seguem, em abril, para a Ásia, onde passam a integrar uma coleção privada. Será, portanto, a única oportunidade para observá-los em Minas.
No processo de curadoria e documentação, Marco Tulio Resende contou com o apoio do museólogo Alexandre Madalena para seleção, organização, conservação e apresentação das obras.
Madalena explica que a obra de Marco Tulio Resende se organiza em três eixos fundamentais: matéria, memória e corpo.
“Trata-se de uma poética que procura a mineiridade em sua camada mais profunda, atravessada pela devoção e pela presença humana, sugerida por fragmentos que aludem tanto ao corpo quanto aos objetos de fé. Ao longo do tempo, temas e imagens retornam, se deslocam e se transformam, compondo uma continuidade delicada e persistente. Assim, ao aproximar uma obra dos anos 1970 de um trabalho recente, de 2026, torna-se visível uma mesma linha de pensamento e de gesto, na qual se inscreve, de forma silenciosa e contínua, toda a trajetória do artista”, sintetiza.
Tratamento
A colaboração entre Resende e Madalena assegurou a observância de critérios museológicos nas etapas de concepção e realização do conjunto expositivo, contemplando o acondicionamento, a montagem e a leitura espacial das peças. Incluiu, ainda, a adoção de recursos de acessibilidade, a elaboração de fichas técnicas e o desenvolvimento de ações de mediação e comunicação institucional em ambientes digitais.
“A disponibilização de conteúdos em plataformas online objetiva ampliar o acesso à exposição e promover sua difusão junto a públicos impossibilitados de visitá-la presencialmente, permitindo formas de fruição mediadas por recursos tecnológicos”, destaca o profissional.
Esse conjunto de metodologias e saberes constitui a expografia – a materialização da exposição, que abrange todas as etapas do processo, desde os bastidores até a apresentação e a divulgação ao público.
Segundo o museólogo, um dos diferenciais é a documentação, que ultrapassa o registro de dimensões e técnicas das obras, incorporando informações sobre materiais, data de criação e o acompanhamento sistemático das etapas de montagem, conhecido como work in progress (“trabalho em curso”).
“A atuação parte da análise dos itens isolados para a construção de uma unidade coerente. Observamos a relação entre as obras e o espaço, considerando escala, circulação e as características arquitetônicas do local. O trabalho envolve ainda a dimensão comunicacional da exposição, que extrapola o espaço físico e busca ampliar o acesso e a difusão do conteúdo, por meio de registros audiovisuais e sua circulação em plataformas digitais”, afirma Alexandre Madalena.
Trajetória vasta
Artista multipremiado, Marco Tulio Resende traz no portfólio exposições individuais e coletivas em dez cidades brasileiras e mostras em Chicago (Estados Unidos, 1978), Londres (Inglaterra, 1983), Bonn (Alemanha, 1989), Freiburg (Alemanha, 1990 e 1996). Também participou da mostra itinerante “Estandartes da Liberdade – Bicentenário da Revolução Francesa” (1989) e da exposição “Belo Horizonte-Leiria: um encontro de culturas” em Leiria, Portugal (2000).
O pintor, desenhista, escultor e educador Marco Tulio Resende nasceu em 1950 e soma mais de 50 anos de carreira. Graduou-se em Artes Plásticas em 1974, pela Escola Guignard, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), onde lecionou por 37 anos. Teve como professores Amilcar de Castro, Sara Ávila e Lotus Lobo. O artista é mestre pela School of the Art Institute of Chicago.
Serviço
Exposição “Ecce Homo”
Abertura: 3/2 – 18h
Encerramento: 17/3
Horário de visitação: 9h às 18h
Local: Galeria de Arte do TJMG (Andar térreo - Edifício-Sede, na avenida Afonso Pena, 4.001, Serra, BH/MG)
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