
A Galeria de Arte do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) recebe a exposição "BH, a cidade como a vejo", do artista James Amin. São 23 obras dedicadas a um olhar sobre a Capital mineira. Aberta ao público na terça-feira (26/8), a exposição pode ser visitada até o dia 17/9 no hall do Edifício-Sede do TJMG, na avenida Afonso Pena, nº 4001.
A abertura da exposição, que integra o projeto "TJMG Cultural", contou com a presença do presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, além de desembargadores, juízes, amigos e parentes do artista.
Nascido em São Paulo, James Amin mora em Belo Horizonte desde a década de 1990. Com o olhar de quem foi acolhido pela cidade e presenciou transformações nas últimas décadas, ele retrata pontos tradicionais como o Parque Municipal, a Praça Sete e o "Pirulito", a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o metrô, a Serra do Curral, a Igreja da Pampulha, o Viaduto Santa Tereza e até o prédio do TJMG. Em sua técnica, traços marcantes de nanquim em cores enérgicas.
Exposição peculiar
O presidente Corrêa Junior destacou que essa é uma exposição peculiar que retrata pontos importantes de Belo Horizonte: "Retrata inclusive o nosso prédio, local que muito nos orgulha."
Conforme o presidente, o TJMG Cultural serve para quebrar o ambiente duro do Poder Judiciário e proporciona leveza para magistrados, servidores, advogados e o público em geral.
"As pessoas já se acostumaram com estas exposições: nos sentimos um pouco órfãos quando por aqui passamos e nos deparados com a ausência de cavaletes e obras. É uma iniciativa que veio para ficar."

O ex-presidente do TJMG e atual superintendente de Projetos Artísticos e Culturais, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho, idealizador do "TJMG Cultural" e notório apreciador das artes, salientou que James Amin chegou à Corte mineira ao passar pelo crivo do Conselho Curador do Projeto.
"Foi um trabalho que chamou a atenção dos integrantes da nossa curadoria. Tenho certeza que ele fará grande sucesso após esta exposição, em Minas e em todo o País, pois demonstra grande talento ao expressar sua arte."
Ao falar sobre o "TJMG Cultural", o ex-presidente José Arthur afirmou que é um "filho que foi concebido e que agora está cada vez mais robusto e bonito".
"A cada exposição que realizamos, percebemos o crescente interesse de artistas locais em ter a oportunidade de exibir sua arte no hall do Edifício-Sede do TJMG. Por aqui passam aproximadamente três mil pessoas diariamente."

Papel social
James Amin ressaltou que BH o acolheu desde que chegou à cidade em 1994. O autor, que domina a técnica de "nanquim sobre tela", afirmou que busca resgatar memórias efetivas quando retrata pontos da Capital.
"Ocupar este espaço no Tribunal de Justiça é motivo de muita honra para mim. Trata-se de uma iniciativa que valoriza o papel social dos artistas, além de projetá-los para a sociedade. Aqui a minha arte está sendo muito valorizada."
Sobre o artista
Artista plástico nascido em Paulínia (SP), James Amin mudou-se ainda criança para o interior de Minas Gerais, onde desenvolveu olhares sensíveis e contemplativos que marcaram sua trajetória artística.
Morando em Belo Horizonte, criou laços afetivos com a cidade. A paixão pelas artes começou no ensino fundamental, nas aulas de madeira e metal, no Grupo Escolar Afonso Pena, onde adquiriu as primeiras habilidades manuais. Formou-se no Magistério no Instituto de Educação de Minas Gerais (Iemg) e em Direito pelo Centro Universitário de Sete Lagoas. Nos anos de 1997 e 1998, cursou pintura no ateliê da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais e, atualmente, participa do curso de Poéticas no Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural (Nufac), em BH.

Amin participou de exposições coletivas na Galeria Paulo Campos Guimarães, no Mercado Lagoinha e no Centro Cultural Salgado Filho, todos em Belo Horizonte. Também ilustrou livro de poemas do escritor David Muller Garcia Guedes em 2024.
Sua curiosidade e versatilidade no uso de materiais, técnicas e recursos alimentam uma pesquisa artística que vai além dos métodos tradicionais, buscando explorar possibilidades e valorizando a sustentabilidade para dar sentido às criações. Tal abordagem confere às obras de Amin uma dimensão expressiva e emocional única, tornando cada trabalho uma manifestação de liberdade e sensibilidade.
Dispositivo de honra
Compuseram o dispositivo de honra da abertura o presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior; o 1º vice-presidente do TJMG, desembargador Marcos Lincoln dos Santos; o superintendente administrativo adjunto, desembargador Vicente de Oliveira Silva; o ex-presidente do TJMG e superintendente de Projetos Artísticos e Culturais, desembargador José Arthur Filho; e o artista plástico James Amin.
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