Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Estudantes apresentam trabalhos sobre Anne Frank no Fórum Cível e Fazendário de BH

Unidade recebe exposição sobre a história da jovem alemã vítima do nazismo


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Sessenta estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio das Escolas Estaduais Cecília Meireles, Walt Disney e Padre João de Matos, e das Escolas Municipais Anne Frank, Professora Alice Nacif e Professor Amílcar Martins, integrantes do Núcleo Anne Frank, estiveram no Fórum Cível e Fazendário de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (26/6), para apresentar trabalhos e visitar a exposição sobre a vida da estudante alemã Anne Frank, montada no hall de entrada do prédio.

No encontro, os jovens apresentaram os projetos que desenvolveram com base na história de Anne Frank. Entre os trabalhos estão obras de cordel, podcast, bordado, materiais para redes sociais, moda, arte de rua e música.

Segundo a presidente e criadora do Núcleo Anne Frank, Sandra Mara, o evento lembra o aniversário da estudante alemã, ocorrido no dia 12/6:

"Se ela estivesse viva, estaria completando 97 anos. Estamos realizando várias ações com foco em uma parte da história de Anne para trabalhar questões relacionadas aos direitos humanos."

Sandra destacou a parceria com a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG):

"A Comsiv tem sido fundamental nessa parceria que desenvolvemos com as escolas, não só com apoio logístico, mas também institucional. O objetivo desse trabalho é formar o jovem em direitos humanos, contra o racismo e contra todas as formas de preconceito."

A assistente executiva da Comsiv, Leidiane Raposo, também ressaltou a importância da parceria: 

"Apoiamos ações desenvolvidas pelo Núcleo Anne Frank, como os projetos apresentados aqui hoje, além da exposição que está em cartaz no hall de entrada do Fórum Cível e Fazendário, que já esteve no prédio da sede do TJMG e no Anexo I."

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Da esq. p/ a dir.: a secretária de Mulher e Juventude de Contagem, Camila Marques, a coordenadora da Rede Jovem Anne Frank, Peônia Pires, e a assistente executiva da Comsiv, Leidiane Raposo. (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG) 

 O encontro contou com a presença da secretária da Mulher e da Juventude de Contagem, Camila Marques: "Quando a gente pensa na realidade de uma jovem que viveu há quase 100 anos, isso mostra a importância do protagonismo juvenil. É também muito simbólico estarmos aqui no Tribunal de Justiça, mostrando que podemos acessar esses locais, o que nos permite sonhar com os espaços que gostaríamos de ocupar. Precisamos apostar em nós mesmos."

A coordenadora da Rede Jovem Anne Frank do Ensino Fundamental, Peônia Pires, explicou que o pai de Anne Frank, um sobrevivente do nazismo, criou a fundação e, a partir daí, "também criou a possibilidade de conversar com jovens do mundo inteiro".

Nicolle Estefani, de 13 anos, aluna do 8º ano da Escola Municipal Professor Amílcar Martins, escreveu uma redação que foi premiada. 

"Eu gosto muito do legado da Anne, e no ano passado surgiu um concurso mundial de redações da Anne Frank House. Foi quando vi a oportunidade de escrever um texto. Na minha redação, abordei o fato de a Anne não ter vivido a juventude livremente. Ela sempre teve que se esconder e se privar de muitas coisas", afirmou a jovem.

Segundo a professora Monique Torres, os alunos se emocionaram ao assistir a uma peça teatral sobre a história de Anne Frank. A montagem inspirou Nicolle a escrever a redação: "Ela colocou todo esse sentimento, e tudo o que realizamos nos trabalhos em relação à Anne Frank, como a violência contra a mulher, no texto que foi premiado."

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Nicolle Estefani, de 13 anos, aluna do 8º ano da Escola Professor Amílcar Martins, foi premiada com uma redação inspirada na história da jovem alemã (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Núcleo

O Núcleo Anne Frank é uma organização dedicada à educação em direitos humanos que utiliza a história de Anne Frank como ferramenta pedagógica. É o braço mineiro do programa expositivo da Casa Anne Frank de Amsterdã, na Holanda, representada no Brasil pelo Instituto Plataforma Brasil (IPB), parceiro oficial do núcleo para implementar o programa em Minas Gerais.

Anne Frank

Anne Frank foi uma jovem alemã, de origem judaica, vítima do Holocausto aos 15 anos. Nascida em Frankfurt, mudou-se com os pais para Amsterdã, na Holanda, aos quatro anos, para tentar fugir do regime nazista. O diário que escreveu enquanto esteve escondida documenta experiências que a tornaram um símbolo mundial da luta contra o preconceito. O "Diário de Anne Frank" foi publicado em 1947, dois anos após sua morte em um campo de concentração. 

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