Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Divulgação da Carta de Belo Horizonte encerra 63º Encontro do Copedem

Documento traz os principais objetivos do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura para 2026


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O 63º Encontro do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem) foi encerrado nesta sexta-feira (24/4), com a divulgação da Carta de Belo Horizonte, documento que sintetiza o que foi apresentado nos dois dias de encontro e que norteia as principais ações da instituição para 2026.

O evento foi promovido pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), com apoio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Além da divulgação da carta, o segundo e último dia do evento também foi marcado pela palestra “Pós-graduação Associativa em Rede”, proferida pelo professor e diretor Acadêmico da Graduação, Mestrado e Doutorado da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), Thiago Matsushita, e pela professora e juíza federal Cíntia Menezes Brunetta, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

A outra apresentação foi realizada pelo juiz de 2º Grau do TJMG Richardson Xavier Brant, que discorreu sobre os “Desafios da Pesquisa Acadêmica do Poder Judiciário”.

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O 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani, leu a Carta de Belo Horizonte, elaborada durante o 63º Encontro do Copedem (Crédito: Gláucia Rodrigues / TJMG)

Carta

O 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani Penna, agradeceu a presença de todos em mais um Copedem.

Coube a ele a leitura da Carta de Belo Horizonte, documento que preconiza as principais ações debatidas nos dois dias do evento:

“O 63º Copedem foi uma grande oportunidade para magistrados e magistradas lavarem a alma, em decorrência dos novos conhecimentos trazidos pelo evento. Debatemos importantes temas que ajudam a melhorar, cada vez mais, a prestação jurisdicional. O conhecimento acadêmico é fundamental para que a magistratura amplie seus conhecimentos e possa oferecer uma Justiça mais célere e eficiente.”

O documento identificou e apontou os seguintes tópicos que servirão de norte para o Colégio:

  • Protagonismo no uso consciente da inteligência artificial generativa no Poder Judiciário
     
  • Investimento na formação de formadores e metodologias ativas na pesquisa e no ensino acadêmico
     
  • Governança estratégica
     
  • Gestão de conhecimento e memória
     
  • Formação integral e humana social
     
  • Fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação em rede
     
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O presidente do Copedem, desembargador Marco Villas Boas, destacou a importância do ensino acadêmico para a magistratura (Crédito: Gláucia Rodrigues / TJMG)

Pesquisas acadêmicas

Ao agradecer o acolhimento e o apoio da Ejef, o presidente do Copedem e diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargador Marco Anthony Steveson Villas Boas, afirmou que o evento contribuiu para o crescimento da educação acadêmica no Poder Judiciário:

“Em um passado recente, sonhávamos com a realização de pesquisas acadêmicas no Judiciário. Fomos muito criticados, mas conseguimos implementar, em todo o País, cursos, inclusive de pós-graduação, para ajudar magistrados e servidores a desenvolver um trabalho de excelência, resolvendo as grandes demandas diárias que fazem parte do dia a dia do Poder Judiciário. Conseguimos romper uma bolha, superar obstáculos e ampliar o conhecimento acadêmico com o aval da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior]. O Copedem nos ajudou a realizar um sonho.”

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O membro do Conselho Consultivo do Copedem e secretário-geral da ENM, desembargador Caetano Levi Lopes, falou sobre os ganhos para as Escolas Judiciais com os encontros do Colégio Permanente (Crédito: Gláucia Rodrigues / TJMG)

Para o membro do Conselho Consultivo do Copedem e secretário-geral da Escola Nacional da Magistratura (ENM), desembargador Caetano Levi Lopes, a cada realização do encontro do Colégio, o conhecimento acadêmico nos Tribunais de Justiça se fortalece cada vez mais: 

“Em certa ocasião, o inglês Isaac Newton, já no fim da vida, foi questionado sobre sua trajetória como cientista. Ele disse que se sentia como uma criança na praia, que se encanta com a descoberta de novas conchas, mas, mesmo no final da vida, estava diante de um vasto e intrigante oceano de conhecimento a ser adquirido. A cada Copedem, percebo que esse oceano fica menor, com as pessoas adquirindo, cada vez mais, novos conhecimentos para serem aplicados no dia a dia da magistratura.”

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