O corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Raimundo Messias Júnior, apresentou, nesta quarta-feira (12/8), a juízes das áreas de Família, Empresarial e Violência Doméstica da Comarca de Belo Horizonte o projeto de expansão das Secretarias Integradas (SIN) na 1ª Instância. O encontro ocorreu no Fórum Criminal e de Família e reuniu os magistrados das secretarias que vão integrar as próximas etapas de implantação do projeto na Capital, previstas para 2026.
A apresentação foi conduzida pelo corregedor-geral em conjunto com a juíza diretora do Foro da Comarca de Belo Horizonte, Andréa Cristina de Miranda Costa, e com o gestor judiciário da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ), Iácones Batista Vargas, responsável pelo acompanhamento do projeto SIN.
A iniciativa faz parte de um movimento de modernização da gestão da Justiça de 1ª Instância, com foco na racionalização dos recursos, na melhor distribuição da força de trabalho e no aprimoramento da prestação jurisdicional.
Para o corregedor-geral Raimundo Messias Júnior, o momento é de aproveitar as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias e pelos modelos contemporâneos de gestão para produzir resultados concretos:
“Precisamos promover melhorias, trazer avanços e buscar ganhos efetivos de qualidade e de resultados. O diagnóstico apresentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nos mostra desafios que precisamos enfrentar, ao mesmo tempo em que temos hoje novas ferramentas tecnológicas que podem favorecer muito o trabalho da magistratura. A integração das secretarias representa um salto de qualidade. Precisamos ter foco em resultados, sempre com o objetivo de aprimorar a prestação jurisdicional.”
A juíza diretora do Foro da Comarca da Capital, Andréa Cristina de Miranda Costa, apresentou aos magistrados o cronograma de expansão e acompanhamento do projeto.
Ela destacou que a experiência desenvolvida inicialmente nas Varas de Tóxicos de Belo Horizonte serviu como referência para o planejamento das novas etapas.
Segundo a magistrada, um dos principais objetivos é promover uma distribuição mais equilibrada da força de trabalho entre as unidades:
“Preparamos um projeto de integração de secretarias que permite organizar melhor os recursos humanos e as atividades desenvolvidas pelas unidades. O nosso foco principal é a equalização da força de trabalho, de modo que possamos responder às diferentes demandas com mais eficiência. A experiência do projeto-piloto na Capital nos permite avançar com planejamento, acompanhamento e avaliação permanente.”
A proposta considera que a organização integrada das atividades pode reduzir assimetrias entre unidades com diferentes volumes e perfis de trabalho, permitindo que servidores sejam alocados de maneira mais equilibrada conforme as necessidades do serviço.
Integração gradual e escuta ativa
O gestor judiciário Iácones Batista Vargas ressaltou que a implantação será conduzida de maneira progressiva, com atenção às características de cada área e à participação dos magistrados e dos servidores envolvidos:
“A intenção do corregedor é realizar essa integração de forma humanizada, eficiente, serena e acolhedora. Vamos avançar gradativamente, com planejamento e escuta ativa. É fundamental ouvir quem está na ponta, compreender as especificidades de cada unidade e, a partir disso, organizar o trabalho da melhor maneira possível.”
De acordo com ele, o modelo não se resume à reunião física de secretarias. A proposta envolve padronização dos fluxos de trabalho, unificação de rotinas, equilíbrio na distribuição das tarefas e utilização mais eficiente da força de trabalho, acompanhada de ambiente humanizado e integrado.
A expansão das Secretarias Integradas ocorre em um contexto de transformação tecnológica e administrativa do Poder Judiciário. O CNJ tem estimulado a adoção de soluções digitais capazes de automatizar tarefas, integrar informações e permitir que magistrados e servidores concentrem esforços em atividades que demandem maior capacidade de análise.
A lógica é combinar tecnologia, gestão e pessoas para melhorar ainda mais a capacidade de resposta da 1ª Instância, buscando sempre motivar servidores e magistrados.
A experiência-piloto desenvolvida em Belo Horizonte desde 2024 será utilizada como referência para a expansão do modelo. A estratégia prevê acompanhamento das etapas de implantação e avaliação dos resultados, permitindo ajustes ao longo do processo.
Também participaram do encontro o juiz auxiliar da CGJ e superintendente-adjunto de Planejamento da Secretaria, Armando Ghedini Neto; o juiz auxiliar da CGJ e superintendente-adjunto dos Serviços Administrativos e dos Órgãos de Jurisdição de 1º Grau Luiz Felipe Sampaio Aranha; a juíza auxiliar da CGJ e superintendente-adjunta dos Serviços Notariais e de Registro Simone Saraiva de Abreu Abras; os juízes convocados da 2ª Instância Clayton Rosa de Resende e Mauro Riuji Yamane; magistrados das áreas de Família, Empresarial e Violência Doméstica da Capital; além de servidores e colaboradores da Direção do Foro.
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