Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Atividades em BH marcam a 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa

Ações reforçam prevenção e enfrentamento à violência doméstica


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Comsiv do TJMG realizou diversas atividades na Capital mineira durante 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa, do CNJ (Crédito: Divulgação / CNJ)
“A Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas que promovam proteção, acolhimento e dignidade às mulheres, bem como em estimular ações educativas e preventivas capazes de romper o ciclo da violência.”

Com essa afirmação, a superintendente da Comsiv do TJMG, desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, reforçou o compromisso da Coordenadoria com o desenvolvimento de políticas e projetos voltados ao enfrentamento da violência doméstica e familiar.

Ela destacou que o trabalho realizado pela Comsiv busca fortalecer a rede de proteção às mulheres e incentivar práticas que contribuem para a conscientização da sociedade e para a prevenção da violência doméstica.

A atuação da Coordenadoria também envolve a articulação com instituições parceiras e o apoio a ações que ampliem o acesso à informação, ao acolhimento e à garantia de direitos.

Com esse objetivo, foram promovidos eventos em Belo Horizonte voltados ao debate sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher, com o objetivo de ampliar o diálogo com a comunidade, disseminar informações e incentivar a construção de uma cultura de respeito, igualdade e paz.

As ações integraram a programação da 32ª edição da Semana Justiça pela Paz em Casa, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Para a desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, a iniciativa do CNJ representa uma importante mobilização do Poder Judiciário e de toda a rede de proteção:

“Mais do que intensificar julgamentos e atos processuais, a iniciativa busca fortalecer a conscientização social sobre a gravidade desse problema e sobre a necessidade de atuação conjunta das instituições e da sociedade.”

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Estudantes dos cursos de Direito, Psicologia e Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera acompanharam palestra sobre a construção histórica da Lei Maria da Penha (Crédito: TJMG / Divulgação)

Palestra

Entre as atividades organizadas pela Comsiv durante a semana, celebrada entre os dias 9 e 13/3, destaque para as ações educativas, entre elas, uma palestra na Faculdade Anhanguera, no Campus Pampulha, em BH.

A atividade reuniu estudantes dos cursos de Direito, Psicologia e Ciências Contábeis, com o objetivo de promover reflexões sobre a construção histórica da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), seus avanços no enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher e a importância da atuação articulada da rede de proteção.

Participaram do encontro o 11º juiz auxiliar da Comarca de Belo Horizonte e superintendente-adjunto da Comsiv, Leonardo Guimarães Moreira; a juíza titular do 4º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca da Capital e integrante da Comsiv, Roberta Chaves Soares; e a promotora de Justiça Larissa Oliveira do Prado Souza, da 18ª Promotoria de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de BH.

Durante o encontro, foram apresentados casos fictícios inspirados em situações reais. Os alunos, divididos em grupos, discutiram e apresentaram possíveis soluções construídas em rede, com atuação integrada entre as áreas do Direito e da Psicologia.

O juiz Leonardo Moreira destacou a importância dessa aproximação com o meio acadêmico:

“A atividade abordou a construção histórica que deu origem à Lei Maria da Penha e seus avanços no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.”

Para a promotora de Justiça Larissa Souza, ao apresentar aos alunos a legislação de proteção às mulheres, foi possível aproximar teoria e prática, por meio da análise de casos concretos, estimulando a reflexão sobre a complexidade da violência doméstica e familiar.

A juíza Roberta Soares chamou a atenção para dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública:

“Quando apresentamos o dado de que 87% das vítimas de feminicídio em 2025 não possuíam medidas protetivas, conseguimos desmistificar a ideia de que a medida protetiva não funciona. Pelo contrário, mostramos que a proteção legal pode salvar vidas quando é acessada.”

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Entrega do selo Mulheres Libertas ocorreu durante a Semana Justiça pela Paz em Casa e em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (Crédito: Euler Júnior / TJMG)

Boas práticas

Outro destaque da programação da Semana Justiça pela Paz em Casa e em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8/3) foi a entrega do selo “Mulheres Libertas”, no Auditório do Tribunal Pleno do TJMG.

Instituído por meio da Portaria Conjunta da Presidência nº 1.162/2021, o selo de boas práticas da Comsiv reconhece pessoas, empresas e instituições que, por meio de seus trabalhos e projetos, contribuem para prevenir e combater a violência contra a mulher no âmbito das relações domésticas e familiares, promover a igualdade de gênero e fortalecer o empoderamento de mulheres e meninas.

O evento contou também com a palestra “O Papel das Instituições na Promoção dos Direitos das Mulheres”, proferida pela presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha.

A programação incluiu ainda uma sessão especial do projeto “Cineclube TJ”, com a exibição do filme Escritores da Liberdade.

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“Mulheres em Equilíbrio” proporcionou às participantes um momento de cuidado com o corpo, relaxamento e promoção do bem-estar (Crédito: Divulgação / TJMG)

Participaram da atividade mulheres acolhidas pela ONG Instituto Mulheres Amadas (IMA), além de alunos da Escola Estadual Conceição Martins de Jesus, de Ribeirão das Neves.

Após a exibição do filme, foi realizado um debate com os participantes. O comentarista da sessão foi o superintendente-adjunto da Comsiv, juiz Leonardo Guimarães Moreira.

Outra ação promovida foi uma manhã de exercícios terapêuticos baseados na Medicina Tradicional Chinesa, durante a atividade “Mulheres em Equilíbrio”, que proporcionou às participantes um momento de cuidado com o corpo, relaxamento e promoção do bem-estar. A programação incluiu também um bate-papo marcado pela participação ativa das mulheres, que compartilharam vivências e reflexões sobre seus desafios e formas de autocuidado.

Roda de conversa

A Comsiv também promoveu, em parceria com o programa Proteja Minas, do Governo do Estado, uma roda de conversa sobre violência de gênero na empresa Alkon, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Colaboradores e gestores da Alkon participaram de atividades de diálogo e reflexão sobre o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. O momento foi marcado por escuta qualificada e troca de experiências, favorecendo a construção coletiva de reflexões.

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Em parceria com o programa Proteja Minas, foi promovida uma roda de conversa sobre violência de gênero na empresa Alkon (Crédito: Divulgação / TJMG)

A Coordenadoria participou ainda da 4ª edição do projeto “Rua de Direitos – Especial Mulheres”, promovido pelo Núcleo de Voluntariado (NV) do TJMG e pelo Comitê Local da Política de Atenção a Pessoas em Situação de Rua do Poder Judiciário (Comitê PopRuaJud Minas Gerais), com o objetivo de ampliar o acesso a direitos e à cidadania.

A ação, ocorrida no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora da Conceição dos Pobres, na região Central de Belo Horizonte, recebeu 110 mulheres em situação de vulnerabilidade e celebrou o Dia Internacional da Mulher (8/3).

Sobre as atividades da 32ª edição da Semana Justiça pela Paz em Casa, a Comsiv reforçou que combater a violência doméstica exige vigilância, coragem e responsabilidade de todas as instituições e de toda a sociedade:

É dever de todos nós acolher, denunciar, orientar e, sobretudo, não se omitir. Somente com essa união será possível construir uma realidade em que o respeito, a igualdade e a paz deixem de ser ideais e se tornem, de fato, o padrão de convivência em nossos lares.

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