Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Academia Musical Orquestra Show da PMMG anima público no "Intervalo Cultural"

Grupo que se apresentou na área externa do TJMG completa 40 anos em 2026


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“O nosso comandante, o coronel Santiago, fala que uma das nossas missões é conquistar corações e mentes. Costumo também parafrasear o Evandro Mesquita que diz: ‘Música boa não envelhece’. Nós temos o privilégio de conquistar corações e mentes, tocando só música boa.”

A fala é do diretor e vocalista da Academia Musical Orquestra Show (Amos) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), capitão PM Adriano Lopes, que conduziu a apresentação e animou o horário de almoço de quem passou pela entrada do Edifício-Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), nesta sexta-feira (4/9), como parte do projeto “Intervalo Cultural”.

Com foco em orquestra de baile, que mescla ritmos populares e arranjos elaborados, a Amos se apresentou com voz, teclado, guitarra, contrabaixo, bateria e os instrumentos de sopro saxofone tenor e trombone.

O momento foi prestigiado por magistrados, servidores, colaboradores do TJMG e público externo. O presidente da Corte mineira, desembargador Vicente de Oliveira Silva, foi um deles:

“Essa é uma iniciativa sensacional. O ‘Intervalo Cultural’ alivia um pouco a nossa carga de trabalho com um momento de descontração, alegria e encontro. Hoje, temos o privilégio de ouvir o talento da Polícia Militar, uma grande parceira, que garante a nossa segurança e conta com músicos competentes, com som inspirador.”

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Presidente do TJMG, desembargador Vicente de Oliveira Silva (centro), ao lado de representantes da PMMG, servidores e demais público que prestigiou o show da Amos (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Entre os encontros, o palco também foi espaço de reconhecimento e inspiração. O colaborador Douglas Silva Paulino, que atua na Coordenação de Informações Processuais e Protocolo (Cinprot) do Tribunal, foi aluno do capitão Adriano Lopes, dos 6 aos 14 anos de idade, no projeto “Artistas da Paz”, uma iniciativa socioeducativa e musical desenvolvida no Aglomerado Morro das Pedras.

Ao reencontrar o militar, o colaborador afirmou que os aprendizados foram além das aulas de canto e percussão:

“Foi uma grande emoção revê-lo. Com ele e o projeto, aprendi não só sobre música, mas também sobre educação e bom comportamento. Tudo isso me trouxe até aqui.”

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Douglas Paulino e o capitão Adriano Lopes se emocionaram no reencontro ocorrido no “Intervalo Cultural” (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Repertório

A seleção musical da Amos contou com estilos diversos, como MPB, samba, forró e rock dos anos 80, e canções de artistas como Tim Maia, Alceu Valença, Lulu Santos, Cazuza e John Lennon.

“Construímos o repertório a partir do público. Temos 28 blocos musicais e transitamos entre eles ao vivo, a partir da vibração da plateia”, compartilhou o capitão e vocalista Adriano Lopes.

O ritmo e a composição da banda no “Intervalo Cultural” foram aplaudidos pelo público, incluindo a juíza de 2º Grau Maria Luiza de Andrade Rangel Pires:

“Vim pelo ouvido. Cheguei agora, ouvi o som e me deparei com este repertório maravilhoso.”

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O repertório apresentado no “Intervalo Cultural” atraiu a juíza de 2º Grau Maria Luiza Rangel, que elogiou a apresentação (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

O garçom Aécio Arruda, que trabalha no apoio à 8ª Câmara Cível do TJMG, também não deixou o momento passar despercebido:

“Cantei junto. É um privilégio estar aqui, ouvindo o som excelente desses profissionais que respeito.”

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Aécio Arruda aproveitou o horário de almoço ao som de sucessos brasileiros tocados pela Amos (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

Amos

A Orquestra Show da PMMG é composta por 17 militares, entre vocalistas e instrumentistas com reconhecido nível técnico musical. Juntos, buscam promover a segurança e a paz social também por meio da música.

O grupo foi criado em 14/9 de 1986. À época, uma formatura de oficiais motivou a seleção dos melhores músicos do Estado para tocar na solenidade. A aceitação do público foi tão positiva que a ideia do coronel Klinger Sobreira de Almeida foi levada adiante com a formação da Academia Musical Orquestra Show (Amos).

Desde então, nesses 40 anos, os músicos levam apresentações a bases comunitárias, ao Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), à Patrulha Rural, a bailes, congraçamentos, solenidades militares, Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas (ILPIs) e programas sociais diversos.

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Academia Musical Orquestra Show da PMMG completa 40 anos neste mês de setembro (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG)

As apresentações têm foco na promoção da cidadania, na inclusão e na aproximação entre a Polícia Militar e a população.

A Amos integra o Centro de Atividades Musicais da PMMG, composto também por outras duas agremiações: a Banda de Música e a Orquestra Sinfônica.

Intervalo Cultural

Criado em 2017, o “Intervalo Cultural” é um projeto do TJMG promovido pela Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom).

Seguindo o mesmo propósito da Amos, o projeto tem o objetivo de aproximar o Tribunal da sociedade, com a valorização da arte e do encontro entre as pessoas, com apresentações periódicas de música, dança, teatro e outras manifestações artísticas.

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