A abertura do III Encontro Nacional de Bibliotecas do Poder Judiciário (Enabijud), promovido pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ocorreu nesta quinta-feira (26/3), no Auditório da Corregedoria-Geral de Justiça de Minas, em Belo Horizonte.
O encontro, que segue até esta sexta-feira (27/3), tem formato presencial e transmissão pelo canal oficial da Ejef no YouTube. A abertura reuniu magistrados e servidores, especialmente bibliotecários, de tribunais de diversos estados.
Memória
Na palestra de abertura, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marco Lucchesi, destacou a preservação da memória por parte do Poder Judiciário:
“Os poderes no Brasil precisam ampliar o conhecimento do seu passado e construir uma política da memória dos seus acervos. Quando vejo o Sistema Judiciário aprofundando essa rede de conhecimento, de ponta a ponta do País, vejo como um esforço importantíssimo para que a memória frutifique e seja compartilhada. Assim, é uma memória democrática para o fortalecimento da República.”
O superintendente da Memória do Judiciário (Mejud) do TJMG, desembargador Osvaldo Oliveira Araújo Firmo, representando o presidente da Corte mineira, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, destacou a sinergia das ações:
“O TJMG possui três áreas que estão trabalhando para ficarem ainda mais consolidadas: o Arquivo, a Biblioteca e a Memória.”
O corregedor-geral de Justiça, desembargador Estevão Lucchesi de Carvalho, lembrou que falar das bibliotecas do Judiciário significa tratar “da qualidade da prestação judicial, da profundidade das decisões, dos reflexos favoráveis à melhora do serviço forense”.
Segundo ele, “o Enabijud cumpre a missão necessária de reunir bibliotecários e profissionais da informação para discutir desafios contemporâneos, compartilhar boas práticas, fomentar a inovação e refletir sobre o papel das bibliotecas em um cenário marcado por intensas transformações tecnológicas e informacionais”.
Papel central
O superintendente-adjunto da Ejef, desembargador Maurício Pinto Ferreira, representando o 2º vice-presidente do TJMG, desembargador Saulo Versiani Penna, afirmou que as bibliotecas jurídicas possuem papel central “não apenas como repositório, mas como protagonistas na curadoria de organizações e na confiabilidade das informações jurídicas”.
Ele elencou temas em discussão no encontro: “Gestão estratégica, inovação, preservação digital, inteligência artificial, combate à desinformação, atuação em rede, proteção de dados, novas competências, jurimetria e, enfim, a aplicação da informação jurídica.”
Informação
O palestrante Marco Lucchesi destacou ainda o desafio de garantir a qualidade da informação, citando o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han:
“Byung-Chul Han fala justamente sobre a enxurrada de informação. Só que, na verdade, é uma informação muito tacanha, mesquinha, até inexistente. O desafio é como lidar com a informação de qualidade.”
A bibliotecária do TJMG Denise Ribeiro Moreira destacou a troca de experiências no evento:
“Temos um network estabelecido, com serviço de cooperação, e esse momento é muito bom para trocarmos experiências. É muito bom encontrar bibliotecários de Brasília, do Piauí, e ter um intercâmbio. Ainda mais nesse momento de fake news e desinformação, em que todas as informações que uma biblioteca fornece precisam ser checadas em fontes originais.”
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