Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

TJMG promove Feira de Artesanato Indígena

Iniciativa reforça compromisso com a diversidade


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Feira expõe objetos como colheres, vasos e vestimentas feitos à mão; ainda conta com bijuterias, tecidos e sabonetes, entre outros produtos (Crédito: Bel Ferraz / TJMG)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) recebe, de 6 a 8/5, a Feira de Artesanato Indígena, com peças únicas feitas à mão, que carregam história, tradição e identidade cultural. O evento é uma oportunidade especial de valorizar os povos originários e conhecer a riqueza do artesanato produzido por eles.

A feira contempla parte das ações programadas para dar início à campanha “Justiça e Povos Indígenas 2026 – Direito, Memória e Território”, voltada para a valorização da diversidade étnica no âmbito do Judiciário.

Por meio do diálogo intercultural, a iniciativa visa promover o respeito à diversidade e ao tratamento digno e igualitário aos povos originários em todos os espaços institucionais, sem qualquer forma de discriminação. O acesso dos povos indígenas à Justiça é assegurado pela Resolução do CNJ 454/2022 e deve considerar a adequação dos procedimentos e dos atos processuais de acordo com seus costumes, línguas e concepção de vida. 

Nesta quarta-feira (6/5), a feira está montada no hall do Fórum Cívil e Fazendário da Comarca de Belo Horizonte, na avenida Raja Gabáglia.

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Atara Matu Pur ressalta a relevância da preservação da cultura indígena, bem como a importância de divulgar seu artesanato (Crédito: Bel Ferraz / TJMG)

Os expositores fazem parte do Comitê Indígena Mineiro, coletivo que atua há 13 anos na Capital mineira em prol dos direitos indígenas. Além de objetos como colheres, vasos e vestimentas feitos à mão, a feira conta com bijuterias, tecidos, sabonetes, bolsas, mochilas e diversos outros objetos feitos de produtos naturais.

Atara Matu Pur, de 26 anos, explicou a importância da feira para os indígenas, que buscam reconhecimento perante a sociedade e em ambientes politizados.

“A nossa intenção é vender nosso artesanato, mostrar a nossa cultura e falar da importância de se valorizar tanto a cultura quanto o artesanato indígena, que é a nossa principal fonte de renda. É de extrema importância que nos vejam, que divulguem e que venham apreciar a nossa arte que é feita com muito carinho e espiritualidade. Esperamos ocupar cada vez mais esse espaço falando: Olha como a gente colabora também’.

Além da venda, o grupo mostrou mais sobre a cultura indígena no hall do Fórum, com danças e músicas. O expositor Nilo Ybyraporã, de 31 anos, explicou que a dança feita se chama Toré e é feita na abertura de qualquer movimento indígena. O Toré consiste em cantos em roda e é típico de vários povos indígenas.

“Fazemos o Toré sempre que começamos qualquer coisa. É uma abertura de caminho que a gente chega fazendo para chamar os ancestrais para estarem com a gente em todo lugar, o que, para nós, é de extrema importância.”

Confira os dias e as unidades da exposição:

  • 6/5 (quarta-feira): Fórum Cívil e Fazendário (hall), das 10h às 17h
  • 7/5 (quinta-feira): Jesp (atermação), das 10h às 17h
  • 8/5 (sexta-feira): Edifício-Sede (hall), das 10h às 17h

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