Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

TJMG elimina tarifas bancárias e adota repasse no mesmo dia

Novo contrato elimina tarifas, agiliza pagamentos e moderniza a gestão de receitas


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TJMG adota nova sistemática que irá eliminar tarifas bancárias que incidem sobre a arrecadação realizada por meio da Guia de Recolhimento de Custas e Taxas Judiciárias (GRCTJ), inclusive os pagamentos realizados via código de barras (Crédito: Envato Elements / Imagem ilustrativa)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concluiu, recentemente, a licitação para a contratação dos serviços de cobrança bancária e centralização da arrecadação de receitas. A nova sistemática adota um modelo inovador de gestão financeira que elimina despesas com tarifas bancárias, reduz o prazo de disponibilização dos recursos arrecadados e torna mais ágil a confirmação dos pagamentos de custas judiciais.

A data para entrada em produção da Guia de Recolhimento de Custas e Taxas Judiciárias - GRCTJ com o Banco Itaú Unibanco S.A. é terça-feira (27/10), à noite.

Com a nova contratação, deixam de existir as tarifas bancárias incidentes na arrecadação realizada por meio da Guia de Recolhimento de Custas e Taxas Judiciárias (GRCTJ), inclusive os pagamentos realizados via código de barras, explica o diretor executivo de Finanças e Execução Orçamentária (Dirfin) do TJMG, Eduardo Codo:

"A eliminação desses custos representa economia permanente para o TJMG e, consequentemente, para o Fundo Especial do Poder Judiciário (FEPJ)."

A instituição financeira vencedora do certame foi o Itaú Unibanco, cuja proposta apresentou tarifa zero para os serviços de arrecadação por código de barras e Pix, assegurando a prestação integral desses serviços sem custos para o Tribunal.

Dia do pagamento

Outro importante avanço é a implantação do modelo de repasse financeiro das arrecadações no próprio dia do pagamento (D+0).

Segundo levantamento realizado durante a fase de planejamento da contratação, o TJMG torna-se o primeiro órgão público brasileiro a implementar esse modelo para a arrecadação por boletos bancários, eliminando o período de retenção dos recursos pela rede bancária e proporcionando maior eficiência na gestão do fluxo de caixa, ressalta Eduardo Codo.

O novo modelo também permitirá maior celeridade na baixa das custas judiciais.

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O diretor executivo da Dirfin do TJMG, Eduardo Codo, ressalta que a nova sistemática adotada pelo TJMG reduz despesas e amplia a eficiência na utilização de recursos públicos (Crédito: Cecília Pederzoli / TJMG / Google Gemini)

Com a transmissão das informações de arrecadação em prazo significativamente reduzido, a confirmação dos pagamentos poderá ocorrer no mesmo dia de sua realização, diminuindo o intervalo entre o recolhimento das custas e a respectiva baixa no sistema.

Segundo o diretor executivo da Dirfin, na prática, a medida reduz o tempo de espera pela confirmação do pagamento e favorece o prosseguimento dos atos processuais que dependam dessa informação.

Além da expressiva redução de despesas, a disponibilização dos recursos no próprio dia do pagamento fortalece a gestão financeira do Tribunal, amplia a eficiência na utilização dos recursos públicos e aperfeiçoa a administração da arrecadação judicial.

Trabalho técnico e atuação integrada

A implementação do novo modelo foi coordenada pela Dirfin, por intermédio da Gerência de Controle de Receitas (Gerec) e da Coordenação de Planejamento da Arrecadação (Coplar), responsáveis pelos estudos técnicos, pela modelagem da contratação e pelo desenvolvimento da solução.

A condução do procedimento licitatório coube à Diretoria Executiva de Contratações (Dircont), cuja atuação assegurou a observância dos princípios da legalidade, da competitividade, da eficiência e da seleção da proposta mais vantajosa para a Administração Pública.

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O novo modelo de recolhimento de custas e taxas judiciárias reforça o protagonismo do TJMG na modernização da gestão financeira do Poder Judiciário (Crédito: Envato Elements / Imagem ilustrativa)

Para o diretor executivo Eduardo Codo, a nova contratação representa um avanço expressivo na modernização da gestão da arrecadação judicial:

"A eliminação das tarifas bancárias, associada ao repasse financeiro das arrecadações no mesmo dia, representa um importante avanço na gestão dos recursos públicos. O novo modelo gera economia aos cofres públicos, aumenta a eficiência operacional e contribui para tornar mais ágil a prestação jurisdicional. É uma solução construída com planejamento, rigor técnico e inovação, alinhada ao compromisso do TJMG com a modernização da gestão pública."

Com a implementação do novo modelo, o TJMG passa a operar um contrato bancário de arrecadação de receitas que reúne características inovadoras na Administração Pública brasileira, ao combinar a eliminação de tarifas bancárias, a disponibilização dos recursos arrecadados no próprio dia do pagamento e a maior agilidade na confirmação dos recolhimentos, reforçando o protagonismo do Tribunal na modernização da gestão financeira do Poder Judiciário.

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