O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, e o superintendente administrativo adjunto do TJMG e presidente eleito para o biênio 2026-2028, desembargador Vicente de Oliveira Silva, receberam, em 18/5, a aquarela “Antigo Fórum de Uberaba”, doada e entregue pessoalmente pelo próprio autor, o servidor Wagner Senador Takekawa.
A obra, que será incorporada ao acervo da Memória do Judiciário Mineiro (Mejud), é um registro de uma das quatro edificações que, ao longo dos anos, abrigaram as atividades do Poder Judiciário na Comarca de Uberaba, no Triângulo Mineiro, e ficava situada à rua Doutor Lauro Borges, nº 97. Em 1962, o imóvel foi demolido. Um prédio no mesmo endereço chegou a sediar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Seds) mas, hoje, funciona como cartório eleitoral.
Ali também foi a sede do Judiciário de 1972 até 2016. O novo fórum foi inaugurado em janeiro daquele ano, pelo então presidente do TJMG, desembargador Pedro Carlos Bitencourt Marcondes, e fica na avenida Maranhão, nº 1580. Outro local onde funcionou o Fórum Mello Viana, de 1962 a 1972, foi o Palacete do major Antônio Pedro Naves, demolido em 2002. O quadro de Wagner Takekawa foi pintado em 2017.
O oficial judiciário, lotado atualmente na 4ª Vara Cível da Comarca de Uberaba, faz pinturas e desenhos há mais de 30 anos. Ele veio acompanhado da esposa, Ramaiara Lima de Souza. O juiz auxiliar da Presidência do TJMG Thiago Colnago Cabral e a coordenadora da Mejud, museóloga Rayane Soares Rosário, também estiveram presentes.
Na oportunidade, a servidora, em nome do superintendente da Mejud, desembargador Osvaldo Oliveira Araújo Firmo, trouxe ao presidente a placa em reconhecimento à exposição “Ao correr da pena: a escrita no mundo e no universo judicial”, realizada de 21 a 30/10 de 2025, em parceria com os Tribunais de Justiça de Alagoas (TJAL), de Pernambuco (TJPE) e do Maranhão (TJMA). A iniciativa foi premiada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Aquisição valiosa
De acordo com o presidente Corrêa Junior, que declarou se recordar do edifício reproduzido no quadro, por ter tido acesso a fotografias, “a aquisição de alto valor histórico e artístico” engrandece a instituição e, ao mesmo tempo, amplia o alcance da aquarela, que agora poderá ser apreciada por mais gente do que se ela pertencesse a uma coleção privada:
“Há décadas, a Mejud desempenha um relevante papel de manutenção e preservação da história, abarcando não apenas o âmbito da justiça, mas a vida social, cultural e econômica do Estado. Prova da qualidade dessa atuação foi o reconhecimento que tivemos, no início do mês, com o Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário, no 6º Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário (Enam), em Belém.”
Segundo o presidente, na Mejud o quadro terá a visibilidade que merece: “Esse belo quadro se integra a um acervo variado e rico de objetos, documentos, pinturas e esculturas que está à disposição da população e de pesquisadores, e que informa sobre as nossas origens, sobre marcos de nossa identidade e sobre os valores que desejamos conservar vivos.”
O desembargador Vicente de Oliveira Silva, que toma posse como presidente do TJMG no dia 1º/7, enfatizou o simbolismo da doação, que foi feita por um servidor com 20 anos de Tribunal:
“Na proximidade do aniversário de instalação da Comarca, ocorrido em 17/5/1892 e celebrado na data de ontem, o Tribunal recebeu, como presente, esta bela aquarela do Fórum Mello Viana, que pereniza na memória da Casa a trajetória da justiça em Uberaba, com atos e decisões que refletiram na vida de inúmeras pessoas.”
História resguardada
O artista Wagner Senador Takekawa contou que tem interesse pela história há muito tempo:
“Em 2000, fiz uma exposição individual na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, motivado pelo episódio que, por muito tempo, ficou conhecido como ‘Descobrimento do Brasil’. A mostra se relacionava também com as paisagens litorâneas e os antigos mapas da época da chegada dos colonizadores portugueses ao País. Fiz outras exposições individuais e coletivas posteriormente, mas, depois de 2002, interrompi as exposições e passei a pintar mais por encomenda.”
Ele ressaltou a importância de proteger a história do Judiciário mineiro:
“A instituição é uma das mais antigas do Brasil. Ver e entender o caminho percorrido talvez possa ajudar a compreender o presente, evitando os erros do passado e vislumbrando soluções para os desafios que virão. Com o Museu do Judiciário, a Mejud mostra como era o mundo naquela época, a arquitetura, os objetos empregados, as soluções dadas pelos antigos operadores do Direito e também sua forma de pensar, que vai mudando com o tempo.”
Segundo o servidor, um cliente pediu a ele um quadro. Ao olhar as aquarelas que tinha em casa, ele se deparou com a imagem do antigo fórum. Refletindo, Takekawa considerou que, por retratar um espaço público do Judiciário, que foi derrubado, seria interessante dar à pintura um destino institucional:
“Contatei a Memória do Judiciário, que pediu as fotos e detalhes do quadro e deu um parecer favorável. O desembargador Oliveira Firmo, superintendente da Mejud, gostou da obra, me agradeceu e me orientou a procurar a Presidência para fazer a entrega oficial da doação. Eu fiquei muito satisfeito, agradecido e honrado de ter um trabalho prestigiado dessa forma.”
De acordo com Wagner, o Judiciário “é um local de embates, de verdadeiras batalhas, com muitas decisões complexas sobre os dramas da sociedade”: “Para mim, a arte, nesse ambiente, tem a função de trazer um alento, de acalmar e aliviar as pessoas.”
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