Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Palestra aborda resiliência, saúde mental e autocuidado

Programação integra Semana Nacional da Saúde do CNJ


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O psicólogo Vinícius Vilela falou sobre resiliência, recomeços e estratégias para manter a saúde mental (Crédito: Reprodução Youtube)

“Trabalhar com justiça passa por tomar decisões importantes, conhecer trajetórias difíceis, lidar com tragédias, ver situações de sofrimento e, eventualmente, se identificar com algumas das histórias. E nossa saúde mental não passa ilesa por isso.” Com essa reflexão, o psicólogo clínico Vinícius Vilela iniciou o webinar “Recomeços: saúde mental e autocuidado”, transmitido pelo canal do TJMG no YouTube em 10/04. O evento encerra a programação da Semana Nacional da Saúde do Judiciário estadual mineiro, instituída pela Resolução nº 576/2024 do Conselho Nacional de Justiça.

O palestrante explicou que emoções e sentimentos são respostas individuais a estímulos externos que envolvem experiências mentais, comportamentais e fisiológicas. As emoções são mais básicas e correspondem a reações imediatas: alegria, tristeza, surpresa, medo, nojo e raiva. Já os sentimentos são uma etapa posterior, mais desenvolvida, pois abrangem as emoções, mas acrescentam a elas o significado, envolvendo um processamento intelectual: é o caso da ansiedade, do orgulho, da culpa e do desespero.

Segundo Vinícius Vilela, ter emoções, mesmo aquelas consideradas “negativas” como tristeza, raiva ou medo, é “absolutamente normal e importante” em nossas vidas, principalmente num contexto de perdas, de pressões e de mudanças repentinas.

“Mas fique atento se uma emoção se transforma em um estado constante, aparece independentemente de estímulos externos e nos atrapalha no nosso dia a dia e funcionamento habitual. Nessas situações, as emoções impactam a nossa saúde mental e podem evoluir para um adoecimento”, diz.

De acordo com o psicólogo, são sinais de sofrimento emocional o isolamento social (evitar interações, afastar-se de familiares, amigos ou colegas), mudanças no sono ou apetite (dormir demais, ter sono entrecortado ou insônia, comer em excesso ou perder o apetite), queda no desempenho (dificuldades de concentração, queda na produtividade ou perda de memória), irritabilidade, oscilações de humor reações desproporcionais ou sensibilidade aumentada, fadiga constante ou desânimo persistente, autodepreciação (falas negativas sobre si mesmo, sentimento de inutilidade) e uso aumentado de álcool ou outras substâncias.

“O que você faz quando precisa recomeçar? Recomeçar nem sempre é uma escolha. Às vezes, é o que sobra. É seguir, mesmo carregando histórias difíceis. Aí entra a resiliência, um conceito que não se originou no contexto da psicologia, mas era utilizado para medir a propriedade de um material de resistir à pressão. Uma pessoa resiliente consegue resistir aos traumas e decepções”, argumenta.
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Palestrante falou sobre sinais de atenção na rotina das pessoas (Crédito: Reprodução Youtube)

O psicólogo afirma que o autocuidado é uma das chaves para a resiliência, e se baseia em alguns pilares: o autoconhecimento, para identificar e entender as próprias emoções e saber lidar com elas; a gestão saudável do estresse, para não se esquecer de relaxar e detectar gatilhos pessoais; a autocompaixão, que é oferecer a si mesmo a mesma gentileza, o cuidado e a compreensão que se oferece a alguém querido; manter limites saudáveis, sabendo dizer “não”, protegendo sua energia e evitando o esgotamento; e buscar suporte social, construindo e mantendo uma rede de apoio.

São alertas que não podem ser negligenciados: funcionar “no automático”, fechar-se e evitar as pessoas, levar o trabalho para além do trabalho (exagerar nas tarefas e horas dedicadas a elas ou deixar-se abater por experiências ruins de forma desproporcional) e perder a energia ou o sentido daquilo que fazemos.

O psicólogo também abordou atitudes de autocuidado, como a autocompaixão, boas práticas para ajudar alguém em sofrimento emocional e exercícios práticos, como a atenção plena (mindfulness, “tomada de consciência”) e a técnica de “grounding” (do inglês, “aterramento”, no sentido de colocar os pés no chão, firmar-se), deu dicas de palestras, livros e filmes sobre o tema, sugeriu escrever as emoções e pensamentos num diário. Por fim, ele ofereceu orientações sobre procurar apoio em caso de necessidade.

A íntegra da palestra está disponível aqui.

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