Música, memórias e muita animação marcaram o “Intervalo Cultural” desta sexta-feira (2/10), realizado na entrada do Edifício-Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no bairro Serra, em Belo Horizonte. A atração foi o Coral Recriavida, formado por pessoas idosas de Mariana, na região Central do Estado.
A apresentação integrou a programação especial do TJMG pelo Mês da Pessoa Idosa. O Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa é celebrado em 1º/10 e chama a atenção para os direitos, as necessidades e a valorização da população idosa.
Sob a regência do maestro Pedro Chaves, os 55 integrantes do coral interpretaram sucessos das décadas de 1960, 70 e 80, com músicas de artistas como Odair José, Reginaldo Rossi, Lindomar Castilho e Wanderley Cardoso.
Essa foi a segunda participação do grupo no “Intervalo Cultural” do TJMG. Para o maestro Pedro Chaves, voltar ao Tribunal representa uma oportunidade de mostrar que a idade não é impedimento para a produção artística.
“É um prazer estar junto com essa turma em momentos como esse, de democratização e acesso à cultura para todos. Para fazer cultura, não tem idade. A velhice não impede ninguém de fazer arte. A idade está na mente, e essa turma está aí para provar que isso é verdade.”
Pedro Chaves está à frente do coral há dois anos. Segundo ele, o grupo, que já tem mais de duas décadas de existência, reúne pessoas animadas e interessadas em aprender e conviver.
“Eu vi que a turma era muito animada e juntei o útil ao agradável. A gente está nesse processo de aprendizado, caminhada e construção de trabalho em grupo, que é muito importante. O Recriavida é, na verdade, um centro de convivência, e esse trabalho fortalece as pessoas que lá convivem.”
O maestro também destacou a importância do convite para uma nova apresentação no TJMG.
“Para a gente é uma satisfação muito grande participar aqui e também um reconhecimento, porque fomos convidados para voltar uma segunda vez. É uma oportunidade que vai fortalecendo o portfólio do coral, e isso é muito importante.”
Novos caminhos
Integrante do Coral Recriavida há 13 anos, Eunice Carvalho, de 73 anos, conta que encontrou no grupo uma forma de aproveitar a aposentadoria fazendo atividades de que gosta.
“Depois que o Pedro Chaves começou com a gente, fiquei bem animada e passei a ser bem frequente. Não gosto de faltar. O coral mudou minha vida, porque, depois que me aposentei, falei: agora vou fazer tudo o que gosto.”
Além do coral, Eunice participa de aulas de teatro e ginástica no Centro de Convivência Recriavida. “Eu vou lá todos os dias, quase moro lá. É minha segunda casa”, brincou.
O coral realiza aulas duas vezes por semana e, quando necessário, aumenta a frequência dos ensaios. O grupo também participa de eventos, festas e bailes temáticos em Mariana. “Cantar é bom demais. Eu adoro cantar”, finalizou Eunice Carvalho.
Criado a partir de oficinas culturais da Secretaria Municipal de Assistência Social, o Coral Recriavida consolidou um trabalho de expressão artística e valorização da pessoa idosa em Mariana. O repertório, que inclui clássicos da música popular brasileira, desperta a memória afetiva dos integrantes e do público.
O contato com o Coral Recriavida pode ser realizado pelo Instagram do grupo.
Música e convivência
Para o juiz da 4ª Vara Cível da Comarca de Betim e coordenador do Comitê de Inteligência Artificial (Ciar) do TJMG, Rafael Niepce Verona Pimentel, que já foi magistrado na Comarca de Mariana, o “Intervalo Cultural” proporciona um momento de convivência e aproximação entre as pessoas que trabalham no Tribunal.
“A arte e, no caso, a música rejuvenescem e nos unem. É um momento em que todo mundo pode compartilhar e conviver um pouquinho, às vezes sair da mesa e curtir um pouco. É muito importante.”
O motorista da Advocacia-Geral do Estado (AGE) Washington Jonas da Silva também aproveita as apresentações realizadas na hora do almoço. Ele conta que participa de quase todos os “Intervalos Culturais”.
“É muito bom valorizar os idosos e também os funcionários durante o intervalo. É uma distração para os trabalhadores. A arte e a música são muito importantes. Toda sexta-feira que tem evento, quando posso, eu venho.”
“Intervalo Cultural”
Criado em 2017, o projeto “Intervalo Cultural” é uma iniciativa da Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom) do TJMG. O objetivo é aproximar a Corte mineira da sociedade por meio da arte, com apresentações periódicas de música, dança, peças teatrais e demais manifestações culturais.
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