Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Ejef realiza, em Tiradentes, "Oficina I e III - Vitaliciar"

Magistrados puderam se aperfeiçoar profissionalmente, refletir sobre a prática jurisdicional e desenvolver competências


- Atualizado em Número de Visualizações:
Not 5 EJEF Oficina Vitaliciar.jpg
Egressos do 14º Curso de Formação Inicial de Juízes de Direito Substitutos – CFI Turma 1 e 2 participaram da “Oficina I e III – Vitaliciar” em Tiradentes (Crédito: Cid Bruno / Ceted)

A Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), encerrou, nesta sexta-feira (27/3), em Tiradentes, no Campo das Vertentes, a “Oficina I e III – Vitaliciar”. A ação educacional reuniu, durante três dias, egressos do 14º Curso de Formação Inicial de Juízes de Direito Substitutos – CFI Turma 1 e 2.

A iniciativa teve como objetivo promover o aperfeiçoamento profissional, a reflexão sobre a prática jurisdicional e o desenvolvimento de competências humanas, éticas e técnicas.

Presente no Vitaliciar em Tiradentes, o 3º vice-presidente do TJMG, desembargador Rogério Medeiros, falou sobre seus 40 anos de atividades no Sistema de Justiça.

Ele ressaltou que ainda se considera “um vitaliciando”:

“A vitaliciedade é uma garantia constitucional e, acima de tudo, uma prerrogativa da sociedade, que precisa contar com juízes independentes e seguros para tomar decisões contra pessoas poderosas. Sinto-me um eterno vitaliciando no sentido do aprimoramento contínuo.”

Segundo ele, ser um vitaliciando também significa renovar constantemente o compromisso ético de ser magistrado, pautado pela imparcialidade, discrição, humildade, serenidade e integridade:

Juiz não é super-herói, ditador, delegado ou promotor; o papel do juiz é ser juiz.

Not 4 EJEF Oficina Vitaliciar.jpg
O 3º vice-presidente do TJMG, desembargador Rogério Medeiros, disse que ser vitaliciando significa renovar constantemente o compromisso ético de ser magistrado (Crédito: Cid Bruno / Ceted)

Amadurecimento

O juiz auxiliar da 2ª Vice-Presidência do TJMG, Thiago Grazziane Gandra, representando o 2º vice-presidente e superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani Penna, afirmou que a participação no Vitaliciar vai além de uma etapa formal da carreira do magistrado.

Para ele, representa “uma oportunidade de reflexão, de amadurecimento e, sobretudo, de aperfeiçoamento”: 

Ser juiz não é apenas exercer um ofício, é assumir uma função de elevada responsabilidade ética e social. O juiz é o Direito em forma de pessoa.

Quem também falou sobre a importância das oficinas na trajetória dos magistrados foi o juiz da Vara de Família e Sucessões da Comarca de São João del-Rei, Hélio Martins Costa:

“O vitaliciamento coroa o casamento – permito-me dizer assim como juiz de Família – do magistrado com a sua carreira para o resto da vida. É uma missão de uma nobreza e de uma grandeza imensas.” 

Segundo ele, “ao mesmo tempo em que se cobra do juiz objetividade na condução dos processos para uma solução rápida, é inafastável o humanismo com que devemos tratar cada história colocada para resolver”.

Objetivos

As oficinas integram o Programa de Aperfeiçoamento dos Magistrados Vitaliciandos, do TJMG.

O objetivo da ação educacional é fazer com que os magistrados sejam capazes de atuar com maior segurança na gestão e na execução da atividade jurisdicional e com assertividade nas decisões a partir da troca de experiências com o juiz orientador. Além disso, por meio das participações em oficinas, compreender os aspectos éticos, humanos e sociais inerentes ao exercício da magistratura, no que diz respeito ao próprio desenvolvimento pessoal e profissional, às dimensões subjetivas e culturais da prática judicante e aos desafios contemporâneos da gestão de pessoas.

Diretoria Executiva de Comunicação – Dircom
Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG
(31) 3306-3920
imprensa@tjmg.jus.br
instagram.com/TJMGoficial/
facebook.com/TJMGoficial/
twitter.com/tjmgoficial
flickr.com/tjmg_oficial
tiktok.com/@tjmgoficial

*