“A 1ª corrida e caminhada de enfrentamento à violência doméstica nasceu da ideia de levar para as ruas uma causa que precisa ser de todos. Estamos aqui porque violência contra a mulher não é um problema privado. Não é uma briga de casal. Não é algo que devemos ignorar porque acontece dentro de uma casa. Não há nada mais ultrapassado do que dizer: ‘em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher’. É uma questão de toda a sociedade.”
A afirmação é da juíza diretora do Foro e coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Ponte Nova, na Zona da Mata, Dayse Mara Silveira Baltazar, sobre a 1ª edição do evento “Corra por elas”, realizada no dia 30/8.
Nas modalidades corrida e caminhada, o evento mobilizou 1.050 participantes, marcando a conclusão do "Agosto Lilás", mês da campanha nacional de conscientização para o fim da violência doméstica e familiar contra a mulher, instituída pela Lei Federal nº 14.448/2022.
Mobilização social
A Praça de Palmeiras foi o ponto de concentração de um percurso de cinco quilômetros nas provas masculina e feminina de corrida e de três quilômetros na caminhada. Corredores experientes dividiram o percurso com pessoas que também aceitaram o desafio de abraçar a causa.
Na programação que alcançou públicos de diferentes faixas etárias, também houve apresentação musical do cantor e compositor local Davi Primavera, além da presença de instituições parceiras em estandes instalados na Praça de Palmeiras, com momentos de convivência e integração após os eventos esportivos.
Para a magistrada, ocupar as ruas foi uma estratégia para despertar a mobilização social:
“Que seja o primeiro passo de uma Ponte Nova cada vez mais comprometida com uma sociedade mais segura, mais acolhedora e livre da violência contra a mulher.”
Além do Cejusc, participaram da organização do evento a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a Prefeitura e a Câmara Municipal de Ponte Nova, o Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais (Serjusmig) e o Consórcio Intermunicipal Multissetorial do Vale do Piranga (Cimvalpi).
Acolhimento e proteção
O "Agosto Lilás", na Comarca de Ponte Nova, foi marcado, ainda, pela inauguração da Casa Dona Virgínia nesta segunda-feira (31/8).
A unidade é vinculada ao Programa de Proteção à Mulher do Cimvalpi em cooperação com os municípios consorciados, o TJMG, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Ponte Nova, e as Polícias Militar (PMMG) e Civil (PCMG) do Estado.
Na avaliação da juíza Dayse, que também é integrante da Comsiv, a rede de proteção, por meio da Casa Dona Virgínia, é uma ferramenta essencial para favorecer a autonomia das mulheres vítimas de violência:
“Sabemos que o Judiciário tem um papel importante de tirar, rapidamente, a mulher de uma situação de risco por meio das medidas protetivas. Essa é uma solução jurídica, mas sozinha ela não basta. A casa é fundamental para que a mulher tenha condições de recuperar sua autonomia, levar uma vida independente e romper com o ciclo de violência.”
Diretoria Executiva de Comunicação – Dircom
Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG
(31) 3306-3920
imprensa@tjmg.jus.br
instagram.com/TJMGoficial/
facebook.com/TJMGoficial/
twitter.com/tjmgoficial
flickr.com/tjmg_oficial
tiktok.com/@tjmgoficial
*
Confira outras fotos:



