Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Comsiv realiza visita técnica ao Instituto Casa da Palavra

Entidade atua no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher


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A visita, que foi acompanhada por parte da equipe da Comsiv, foi uma oportunidade de diálogo e de troca de experiências (Crédito: Divulgação/TJMG)

A superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (Comsiv/TJMG), desembargadora Kárin Liliane de Lima Emmerich e Mendonça, e o superintendente-adjunto, juiz Marcelo Gonçalves de Paula, realizaram, na quinta-feira (1º/10), uma visita técnica ao Instituto Casa da Palavra. 

Sediada em Belo Horizonte, a entidade atua pela transformação social por meio de pesquisas e projetos na temática de gênero, oferecendo grupos reflexivos para homens, formação especializada, capacitação, palestras, rodas de conversa e consultorias em torno da matéria.

Por meio da Comsiv, o TJMG e o Instituto mantêm, desde 2025, termo de cooperação técnica para a implementação das redes de proteção a mulheres, além da criação e supervisão de grupos reflexivos responsabilizantes para homens autores de violência doméstica nas comarcas do Estado. O objetivo é prevenir a violência de gênero e transformar padrões de masculinidade.

“Visitar o Instituto Casa da Palavra e conhecer de perto o trabalho que vem sendo desenvolvido pela instituição foi uma experiência extremamente significativa. O enfrentamento à violência doméstica e familiar exige, cada vez mais, a aproximação entre o Poder Judiciário e as instituições que estão na ponta, desenvolvendo ações concretas de prevenção, acolhimento e transformação”, destacou a desembargadora Kárin Emmerich.

A superintendente da Comsiv enfatizou a oportunidade de conhecer a metodologia adotada pelo Instituto, ouvir a equipe e compreender os desafios do cotidiano. “Essa aproximação fortalece a construção de políticas públicas e institucionais mais efetivas e demonstra que o enfrentamento à violência contra as mulheres é uma responsabilidade que deve ser compartilhada por toda a sociedade. Saímos dessa visita ainda mais convictos de que o diálogo, a articulação e a soma de esforços são fundamentais para que a proteção às mulheres seja cada vez mais efetiva”, completou.

Para o juiz Marcelo Gonçalves de Paula, a visita permitiu “conhecer de maneira muito concreta uma experiência que alia conhecimento técnico, metodologia e, sobretudo, sensibilidade humana”. Ele destacou a importância de a Coordenadoria compreender como as instituições que atuam diretamente com a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica desenvolvem seu trabalho e quais são os desafios vivenciados diariamente por elas.

“O enfrentamento da violência contra as mulheres não se faz apenas dentro dos processos judiciais; depende de uma rede articulada, de ações preventivas e da capacidade de construir pontes entre o sistema de Justiça e aqueles que estão diretamente envolvidos na transformação dessa realidade”, observou o magistrado.

Segundo o juiz Marcelo Gonçalves, a visita, que foi acompanhada por parte da equipe da Comsiv, revelou-se ainda como uma oportunidade de diálogo e de troca de experiências. “A Coordenadoria tem justamente esse compromisso: aproximar, articular e fortalecer iniciativas que possam contribuir para uma atuação cada vez mais qualificada e humanizada no enfrentamento à violência doméstica e familiar”.

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