Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Celebração recorda legado de presidente Herbert Carneiro

Missa reuniu familiares e amigos e honrou trajetória de magistrado


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Na noite de hoje, 12 de abril, uma missa foi realizada na Igreja São José, na capital, em memória do presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Herbert José de Almeida Carneiro. A cerimônia, presidida pelo padre Alexandre Fernandes, reuniu a família do presidente, amigos, conhecidos, magistrados, servidores e a comunidade do Judiciário estadual mineiro. Veja fotos no Flickr

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Amigos, colegas e familiares se reuniram para a missa 

Entre os presentes, estavam o presidente em exercício, desembargador Geraldo Augusto, o 2º vice-presidente, o desembargador Wagner Wilson, o 3º vice-presidente, desembargador Saulo Versiani Penna, o corregedor-geral de justiça, desembargador André Leite Praça, e o superintendente administrativo adjunto, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga.

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O presidente em exercício proferiu a primeira leitura

Ao saudar a assembleia, que encheu o templo, o sacerdote afirmou que, como seres humanos, todos nós vivenciamos situação de solidão, sobretudo antecedendo uma decisão ou acontecimento importante. “Alguns momentos são solitários, mesmo que estejamos cercados de pessoas. E certamente a perda de uma pessoa que amamos é uma dessas situações, em que, apesar das saudades, somos chamados a entregar tudo o que sentimos a Deus”, declarou.

 

Ao comentar que, na mesma data, havia outras pessoas enlutadas pela morte de parentes e amigos, o padre comentou que, para quem tem fé, existe uma resposta para a dor e o sofrimento, resposta essa que nos remete à eternidade. “A vida eterna não é uma vida após a morte; é uma existência plena, para além de toda morte, que começa na terra e que pode transformar nossas cruzes. Lá colheremos o amor que plantamos”, disse.

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Celebrante falou do empenho do magistrado de buscar alcançar, por meio do seu trabalho diário, a Justiça

O celebrante também mencionou que São José, o padroeiro da paróquia em que se realizava a missa e patrono do presidente – nascido na data em que a Igreja Católica festeja o pai adotivo de Jesus – foi educado na observância da lei judaica e dos mandamentos. “Era um homem que estabeleceu um eixo vertical, de relação com Deus, e um horizontal, de fidelidade e justiça na relação com os outros”, ponderou.

 

Presença

 

Dirigindo-se à família, o pároco da Mãe Rainha, no Belvedere, destacou que conheceu o presidente Herbert Carneiro em sua atuação na Vara de Execuções Penais de Belo Horizonte, momento em que observou sua sensibilidade de coração na condição de juiz. “Pude observar, ainda, que se tratava de um homem de família, enquanto esposo, pai, filho e irmão”. No convívio com o magistrado e a esposa dele, Denise, o sacerdote destacou que o casamento foi marcado pela cumplicidade, pelo carinho e amor compartilhados e pelo desejo mútuo, entre os cônjuges, de apoiar um ao outro.

 

Ao final, em nome da família, Thiago Pires Silva Carneiro, filho do presidente, agradeceu as várias manifestações de solidariedade, admiração e respeito pelo presidente recebidas nos últimos dias. Ele lembrou que, na posse como líder do Poder Judiciário estadual mineiro, o desembargador Herbert Carneiro citou as seguintes palavras do Papa Francisco: “Ter fé não significa estar livre de momentos difíceis, mas ter a força para enfrentá-los sabendo que não estamos sozinhos”.

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O jovem ressaltou que essa determinação e coragem, que então se dirigiam ao período à frente do TJMG, se tornaram ainda mais verdadeiras com a descoberta da enfermidade, que exigiu do presidente tenacidade e força, até o fim. Ressaltando como foram numerosos os testemunhos de apreço ao pai e rememorando as últimas mensagens do pai a ele, Thiago falou que a constatação da dimensão do legado do pai levou a irmã dele, Naiara, dois dias após o velório, a inscrever-se na prova da Ordem dos Advogados do Brasil, em cuja 1ª fase foi aprovada. “É uma perda irreparável, mas não definitiva, pois ele permanece em minha mãe, em minha avó, em seus irmãos, em mim e em minha irmã, em todas as pessoas que ele ajudou”, argumentou, acrescentando que a magistratura foi a coroação de ambições que Herbert Carneiro teve na infância, como a de ser religioso, para doar-se aos pobres e necessitados, e ser jogador de futebol.

 

“A Justiça deu a ele a oportunidade de servir, de corrigir erros e de exercitar-se muito, esfalfar-se pela realização do que considerava necessário, mesmo com sacrifício”, concluiu.

 

Leia a íntegra do pronunciamento.

 

Percurso

 

Mineiro de Conceição do Mato Dentro, o desembargador Herbert Carneiro graduou-se pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1985), mas já era servidor do TJMG desde 1980, como assessor da Vice-Presidência e da Presidência. Ao todo, foram 36 anos no Poder Judiciário. Mestre em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton Campos, chegou a atuar como professor da disciplina de Direito Penal na pós-graduação da mesma instituição.

 

Ingressou na carreira de magistrado em abril de 1992, passando pelas comarcas de Almenara, Caratinga e Belo Horizonte. Promovido a desembargador do TJMG em 30 de abril de 2009, por merecimento, presidiu a Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) de 2013 a 2015. Ocupou, além disso, os cargos de presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e vice-presidente da Comissão Nacional de Penas e Medidas Alternativas, órgãos vinculados ao Ministério da Justiça.

 

Apaixonado pela justiça criminal, se comprometeu, no início de sua gestão, a dar atenção às dezenas de milhares de sentenciados no estado, em especial os encarcerados, por meio da humanização da execução penal. Na proximidade da conclusão de sua administração, a implantação do Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), política prioritária, deve ser concluída, permitindo o exato conhecimento da população carcerária e a elaboração de políticas públicas mais sólidas para combater os problemas do sistema prisional.

 

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