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06/09/17 14:40

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Jonatas, Raimundo e Rômulo: fragmentos de vida dentro de uma Apac

 

 

“Quando eu li o papel da condenação era como se o mundo estivesse caindo sobre a minha cabeça. E na prisão, eu me sentia um verme”, lembra Raimundo, condenado a oito anos de detenção. Ele ficou preso dois anos no sistema prisional comum e há alguns meses cumpre pena na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de São João del-Rei.

Todos eles sabem exatamente há quantos anos, meses e dias estão presos e quanto tempo exato falta para sua liberdade, mesmo que seja para a condicional. Dezenas de histórias se entrecruzam dentro dos muros da Apac de São João del-Rei: são 80 homens no regime fechado e mais 100 no regime semiaberto. À medida que uns saem, outros chegam. A fila de espera é enorme, porque na Apac os presos têm a oportunidade de trabalhar, estudar, aprender uma profissão e exercê-la dentro e fora da prisão.

 

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“Não importa qual crime a pessoa cometeu, na Apac ela é considerada recuperanda e recebe tratamento digno de um ser humano que errou e pode sair da prisão melhor do que entrou. O que não lhes falta é história para contar.

Raimundo conquistava as garotas com poesia, mas começou a beber demais. Jonatas e Rômulo sonharam com o dinheiro fácil, se envolveram com drogas e mulheres e foram parar na cadeia, onde vivenciaram os piores momentos de suas vidas. Depois de experimentarem o gosto amargo da prisão no sistema prisional comum, eles conseguiram cumprir suas penas na Apac e se redescobriram como seres humanos capazes de trabalhar dignamente, fazer música, poesia e até brinquedos para os filhos. A Apac também contribuiu para que eles tomassem consciência de seus erros e da necessidade de cumprir suas penas. Entretanto, eles lembram que não é fácil ser visto como bandido e ser discriminado pela sociedade.

Um dos grandes prazeres que eles têm é serem vistos como pessoas comuns, com os mesmos sentimentos que movem todos os seres humanos – amor pela família, alegria, tristeza, arrependimento, necessidade de reconhecimento e de respeito. Poder andar de cabeça erguida na Apac faz toda a diferença, pois no sistema prisional comum o preso é obrigado a andar de cabeça baixa e com as mãos para trás. Outros pontos positivos que os recuperandos destacam na Apac são a comida gostosa e de qualidade – feita com hortaliças e legumes que eles mesmos cultivam e animais dos quais eles cuidam – e o tempo bem aproveitado com muito trabalho, estudo, lazer e disciplina. Eles jogam futebol, veem televisão e filmes, fazem musculação, música e artes.

 

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Ainda pré-adolescentes, Jonatas e Rômulo, um em São João del-Rei, o outro em Belo Horizonte, começaram a se envolver com o mundo do crime. Jonatas queria apenas uma bermuda nova ou uma comida diferente que a família não podia oferecer e começou no “corre” para levar a “mercadoria” para os consumidores de droga. Rômulo, criado pela avó, queria conhecer o mundo e começou a praticar pequenos furtos para conseguir dinheiro. “Eu me perdi aos 12 anos, quando comecei a usar droga e a roubar, aos 15 comecei a vender droga, com 17 já era pai e morava com a mãe dos meus filhos. Eu tinha problema com a polícia e com os outros traficantes por causa de disputa de boca no tráfico, sempre vivendo essa vida turbulenta. Fui preso pela primeira vez aos 22 anos”, lembra Rômulo.

Confira abaixo parte da entrevista gravada com o Rômulo:

 

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Jonatas gosta de escrever letras de rap e conta que a experiência de viver na prisão contribuiu para que ele colocasse mais emoção nas suas composições. Ele, que nem é pai, foi convidado pelos colegas para escrever um rap com o tema “Ser pai atrás das grades” para a revista Estrela, uma produção dos próprios recuperandos. “Nem eu sabia que podia fazer uma música assim, com tanto sentimento. Antes de ser preso, gostava de escrever, mas era só bobeira. Foi na Apac que comecei a ler livros, a me informar mais e escrever mais músicas, já tenho 19 letras. Uma fala do sofrimento atrás das grades, da superlotação nas cadeias, outra fala da consciência negra, também escrevi uma letra para uma menina, outra para minha mãe, em outra eu conto minha história... Estando aqui no regime fechado fica difícil, mas quando eu estiver na rua quero gravar um CD para divulgar as músicas que fiz”.

Confira abaixo parte da entrevista gravada com o Jonatas:

 

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Todos sonham com a liberdade, dádiva que só aprenderam a valorizar depois que a perderam. Um dia, Rômulo foi ao dentista acompanhado de outro recuperando. Foram levados de carro, mas na volta o veículo estava ocupado e eles foram autorizados a voltar caminhando (a Apac trabalha com a responsabilização do recuperando). Com um sorriso de puro prazer, Rômulo se lembra desse dia como um dos melhores momentos que viveu depois de estar preso. Os dois companheiros combinaram de andar bem devagar para curtir a sensação de liberdade que aquele breve momento nas ruas da histórica São João del-Rei lhes proporcionou.

Outro acontecimento significativo para Rômulo, em seu período na Apac, foi a confecção de um brinquedo para seus filhos. Ele conta com orgulho: “Fiz um barco para meus filhos aqui na oficina. Eles levaram o barco para a escola, e os amigos não acreditaram que fui eu que fiz. Então teve uma reportagem que me mostrou na oficina fazendo os barquinhos, tinha um tanto, e no meio deles o barco que fiz, e eles me viram na televisão. Depois saiu uma reportagem sobre nós na revista Estrela, que nós mesmos fizemos aqui na Apac, e meus filhos levaram a revista para a escola para mostrar aos coleguinhas”.

 

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Após um tempo presos e tomando consciência da responsabilidade que têm sobre suas próprias vidas, a forma de olhar o passado e o futuro muda. Ainda adolescente, Jonatas foi preso. “Aos 19 eu rodei, minha vida não era digna, eu ficava preocupado com a família, porque a polícia podia chegar a qualquer hora, tinha a guerra na rua e muita preocupação. Mas só depois que cheguei na Apac é que enxerguei isso, porque na cadeia a gente não tem essa oportunidade. Aqui, já fiz um curso de mecânica pelo Senai, agora estou aprendendo a fazer tapetes e vai dar para ganhar um dinheiro lá fora, depois que eu sair, e ajudar minha mãe”.

Um dos pilares do trabalho da Apac é a família do recuperando. “Voltei a ter contato com meus filhos, e isso me fez ver que eu estava vivendo uma vida errada. Parece que o crime impregna no criminoso. Antes eu não tinha noção da destruição que a droga faz, aquele tanto de viciado que a gente vai fazendo, é uma destruição que afeta todo mundo. Com as palestras, percebemos o mal que a gente fazia pra gente mesmo e para os outros. A Apac dá o suporte e prepara a gente pra voltar pra sociedade e ser exemplo, porque tem jeito de recuperar pessoas. Quero ter uma vida honesta, digna e trabalhar”, afirma Rômulo. 

 

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Muitas das pessoas que cumprem pena tiveram uma infância difícil. Raimundo era tão pobre que ia descalço para a escola só pela merenda. Um dos seis filhos de uma mãe que cortava capim para fazer colchão e assim sustentar a família, ele sofreu abuso sexual na infância e não tinha interesse pelos estudos, era criticado pelos colegas e professores, até que... “Um dia, quando eu estava na segunda série, depois de ter tomado quatro bombas, a professora Valéria elogiou uma redação que eu fiz e isso me deu um incentivo. Passei a frequentar a escola todo dia e a gostar da leitura e da escrita. Na quarta série, peguei um livro da Cecília Meireles, até então não sabia o que era poesia, li e gostei. Então eu copiava tudo o que via de poesia”.

Confira abaixo parte da entrevista gravada com o Raimundo:

 

Depois da poesia, Raimundo conheceu a crônica. “Eu comprava umas revistinhas que tinham textos de Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Sabino”. Na adolescência, ele conquistava as garotas com poesias decoradas de outros poetas ou de sua autoria e era invejado pelos colegas. Para o seu primeiro amor, declamou no ouvido dela um poema de sua autoria: “Eu já não sei se devo ir além do infinito, tentar desvendar o mistério, e o segredo desse imenso universo, só sei que sou feliz, pois encontrei a maior estrela, você”. E namoraram por alguns meses.

Depois do término do namoro, Raimundo descobriu que a bebida o deixava ainda mais romântico e acabou se tornando alcoólatra entre os 20 e os 40 anos, quando foi preso depois de um encontro fortuito com uma menina de 13 anos. Na prisão continua seu ofício de escritor. “Escrevo cartas para os colegas mandarem para suas namoradas, só que agora não copio, uso meu dom para criar. Eu não assino, alguns passam a limpo, outros deixam com minha letra mesmo”.

 

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Assim como Jonatas e Rômulo, Raimundo aprendeu, com o sofrimento, a valorizar a vida. Ele pensa em retomar os estudos e cursar Letras. “Acredito que certas coisas têm que acontecer para que uma pessoa como eu, que gosta de escrever, tenha conteúdo para expressar aquilo que o coração sente. Eu achava que meus poemas iriam ficar esquecidos, foi então que dois deles foram publicados, na revista Estrela, e isso me incentivou a continuar escrevendo. Senti a mesma emoção que senti naquele tempo em que era menino, quando a professora me elogiou.”

Cada um com sua história e seus sonhos. A gentileza gerando gentileza, o respeito gerando respeito, e a descoberta de que o crime não compensa fazendo o ser humano melhor. Os fragmentos das histórias de Raimundo, Rômulo e Jonatas fazem parte de uma grande história do homem conhecido como sapiens, com capacidade para a guerra e para a paz. Como disse o grande escritor João Guimarães Rosa, que escreveu sobre as agruras do sertão: “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

E coragem é o que não falta a quem quer ter a oportunidade de viver uma vida digna.

 

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Entrevista com Ernane Barbosa Neves, juiz da 2ª Vara Criminal e de Execução Penal de São João Del-Rei

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Como foi o processo de implantação da Apac de São João del-Rei?

Com a criação da 2ª Vara Criminal, há onze anos, quando cheguei a essa comarca, os processos começaram a ser resolvidos com mais rapidez e aumentou o número de presos. A cadeia pública, com 105 presos na época, era administrada muito precariamente pelas Polícias Civil e Militar. E, quando o número de presos chegou a 200, em um local onde caberiam só 100, ficamos meio assustados e resolvemos implementar a Apac, que existia aqui apenas juridicamente.

Precisávamos com urgência de um novo local onde os presos pudessem cumprir suas penas. O Estado não tinha como nos apoiar, então chamamos o pessoal da Apac, que já era presidida pelo senhor Fuzato, uma pessoa muito dinâmica e extremamente capacitada, e procuramos um local onde pudéssemos fazer uma Apac provisória.

O prédio da antiga cadeia pública, desativada havia mais de 15 anos, era um local onde viviam pessoas usuárias de droga. Solicitamos ao Estado que nos desse esse espaço, foi uma luta de nove meses para conseguirmos a posse do imóvel. Então veio o desafio de fazer a reforma do prédio. Com o auxílio da Prefeitura de São João del-Rei, compramos o material, e os próprios presos fizeram a reforma. Começamos com 57 presos.

Depois, ganhamos o terreno onde funciona hoje a Apac. Com uma doação feita pelo Estado, conseguimos construir a sede definitiva, em quatro anos, que custou um quarto do que custaria se fosse feita pelos moldes tradicionais.

O senhor sempre foi a favor da Apac?

Quando tomei conhecimento da Apac, por meio de um vídeo, achei um absurdo. Eu não acreditava que os próprios presos poderiam tomar conta do estabelecimento prisional. Eu pensava que era como entregar a chave do galinheiro para a raposa.

Até que um dia recebi uma convocação do Tribunal para ir à Apac de Itaúna e confesso que fui a contragosto. Passei dois dias lá e voltei incentivado e motivado para o projeto da Apac. No encontro, éramos mais de 40 juízes e vimos que a Apac é realmente um novo método.

Na ocasião, os recuperandos deram depoimentos, e um rapaz disse que havia praticado todos os crimes possíveis do Código Penal, tinha muitos anos de condenação e que, quando foi transferido para a Apac, a vida dele mudou completamente. Perguntei a ele o que o havia motivado para essa mudança de vida, deixar de ser um criminoso contumaz para ser uma pessoa em recuperação. Ele me disse que um dia entrou na nossa sala de cabeça baixa, algemado, todos gritavam palavras de ordem, como “cala a boca, anda, fala, não fala...”. “E hoje estou aqui, sem algemas, sem uniforme, e vocês me aplaudindo. Sou tratado pelo nome, com dignidade, com respeito, e foi isso que me fez mudar.”

E a Apac feminina?

Foi um outro desafio. A Apac feminina de São João del-Rei é a terceira do Brasil. Quando a inauguramos, em 2012, com 40 mulheres, o que me chamou a atenção foi a alegria delas, não propriamente pela transferência, mas pela possibilidade de cuidar do próprio corpo, cuidar do cabelo, das unhas, fazer maquiagem. No presídio não pode ter unhas grandes, não pode usar maquiagem. Uma alegria por coisas tão simples como usar sapatos de salto alto...

A construção da nova sede da Apac Feminina, com capacidade para 80 mulheres, não teve um centavo de verba pública, a mão de obra foi dos recuperandos e todo o dinheiro proveniente das prestações pecuniárias. São 1.200m² de área construída, com salas de aula, salas para visitas íntimas, berçário e toda uma infraestrutura para receber mulheres.

Qual é a principal diferença entre o sistema prisional comum e a Apac?

Os presídios comuns visam à contenção do preso, eles não têm liberdade nem para andar dentro do estabelecimento prisional, saem algemados da cela, uniformizados, de cabeça baixa e acompanhados de agentes penitenciários. Na Apac é o oposto, não é um sistema de contenção, é um sistema de responsabilização, tanto é que na Apac não existem agentes penitenciários e policiais armados, pelo contrário, é proibido entrar arma de fogo. Eles não usam uniforme e têm liberdade dentro do espaço físico da instituição. Temos recuperandos do regime semiaberto que trabalham fora, registrados, recuperando fazendo curso universitário à distância, pessoas que entraram na Apac analfabetas e estão concluindo os estudos. Há várias pessoas que saem totalmente recuperadas.

O funcionário encarregado da segurança da Apac, Jeferson, é ex-recuperando em liberdade condicional. O Daniel, que faz parte da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), é ex-recuperando, também foi encarregado de segurança e agora faz palestra sobre o método Apac, inclusive fora do Brasil. Quem andava de camburão hoje anda de avião.

Um outro que era traficante de drogas, assassino, hoje é pastor evangélico. São diversas pessoas que passaram pela Apac e hoje são exemplos. A maioria das pessoas que cometem crimes vem de famílias desestruturadas e falta a elas diálogo, apoio e incentivo. É isso que oferecemos a elas na Apac.

No sistema prisional, o preso fica ocioso, se sente inútil, e passa o dia inteiro pensando em como fugir. Na Apac ele se ocupa todo o tempo, tem atividade de seis e meia da manhã até as dez da noite, ele aprende, estuda, faz laborterapia, faz atividades profissionalizantes. Temos artistas que fazem móveis fantásticos, pinturas, artesanato com muita habilidade. E nós damos apoio a eles.

Nós temos oficinas de produção de móveis de madeira com ferro. Oferecemos vários cursos de formação técnica, de padeiro, confeiteiro, mecânico, pedreiro, visando preparar os jovens para que eles possam voltar para a vida depois de cumprirem suas penas.

A Apac de São João del-Rei está funcionando muito bem, é referência no Brasil e no mundo. Nós recebemos aqui, todos os meses, diversas delegações de outras cidades, estados e países para conhecer o sistema da Apac e levar para suas regiões.

Alguém duvida do método Apac?

Há pessoas que não acreditam na Apac, ouvimos críticas de que estamos dando boa vida para os presos. Eu explico que é o respeito ao ser humano. Se não tratarmos bem o preso, ele vai voltar para a rua e assaltar a sua casa. Ou a gente recupera o criminoso ou ele volta para a sociedade pior do que entrou na prisão.

Ninguém quer ser tratado de maneira desumana. Sou um entusiasta do método, mostramos a eles o erro que cometeram e damos a chance para se recuperarem. A Apac é muito mais que uma sigla, é um método de ressocialização, o método da compreensão e da generosidade..

 

 

A histórica São João del-Rei sediou o 8º Congresso das Apacs, realizado em julho último, reunindo representantes das Apacs de todo o mundo, parceiros da iniciativa, membros dos diversos poderes, líderes religiosos, estudantes e colaboradores do movimento apaquiano. Durante a abertura do evento, o TJMG anunciou a doação de R$ 11 milhões provenientes de prestações pecuniárias* para as Apacs mineiras. 

*As prestações pecuniárias são valores arrecadados com a aplicação de penas restritivas de direito decorrentes de sentença condenatória ou de medida alternativa aplicada em função de transação penal ou de suspensão condicional do processo.

 

Créditos

Coordenação Plural
Wilson Menezes

Reportagem e fotografia
Soraia Costa

Edição de web
Danilo Pereira

Webdesign
Daniela Sousa

Revisão de texto
Patrícia Limongi

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