Transmitir noções de gestão de conflitos, de conciliação, de mediação e de arbitragem, despertando os participantes para os métodos de solução, resolução e pacificação de conflitos. Esse foi o objetivo do “Curso de Mediação e Gestão de Conflitos Sociais”, que aconteceu ontem, 11 de julho, na modalidade presencial, no auditório da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef). O curso foi realizado pela Fundação Nacional de Mediação de Conflitos Sociais (FNMC), em parceria com a Ejef, tendo como público-alvo magistrados, servidores e assessores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Ministrado pela advogada e mediadora Fernanda Maria Dias de Araújo Lima, diretora-presidente da FNMC, o curso também poderá ser acompanhado, até 11 de agosto, na modalidade à distância. Fernanda Lima é doutora pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e professora das disciplinas de mediação, arbitragem, negociação, gestão de conflitos e conciliação. É também criadora e desenvolvedora da Metodologia da Mediação Construtivista.

O 3º vice-presidente do TJMG, Saulo Versiani Penna, afirmou que o curso propicia aos magistrados e servidores acesso às técnicas próprias do sistema autocompositivo de solução de conflitos, “o que permite incrementar as políticas públicas de busca de pacificação social por intermédio do Judiciário”. A 3ª Vice-Presidência do TJMG é responsável pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

Superintendente da Ejef e 2º vice-presidente do TJMG, o desembargador Wagner Wilson ressalta que os métodos autocompositivos, como a mediação e a conciliação, são práticas recomendadas em várias situações, porque permitem a escuta e a busca da melhor solução pelos envolvidos. “O conflito encerra-se quando as partes entendem que a solução encontrada atendeu, na medida do possível, a todos. A disputa inicial transforma-se em consenso”, declara, afirmando que vivemos em uma sociedade conflituosa, na qual é preciso fomentar a cultura do diálogo, na busca da verdadeira pacificação social.
Durante o curso, foram abordados os seguintes tópicos: conceitos de conciliação e mediação e conflito, meios adequados de solução e resolução de conflitos, as diferentes escolas de mediação - associativa, transformativa, Harvardiana ou Linear de Harvard, circular narrativa e construtivista, técnicas e perfil do mediador e mediação comparada, focalizando o procedimento nos Estados Unidos da América e no Canadá, além de estudos de casos.
No final do dia, o físico e pesquisador em neurociência, Julián Veja, falou para os participantes sobre Neurociência e Mediação, e a advogada e mediadora da FNMC, Renata Dias, falou sobre Mediação em Conflitos Territoriais.
Juíza da 1ª Vara Cível da comarca de Curvelo e coordenadora do Centro Judicial de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da sua comarca, Andreia Marinho disse que o curso possibilitou aos magistrados se capacitarem para que a cultura da paz seja uma política pública. Também a desembargadora da 4ª Câmara Cível do TJMG, Ana Paula Caixeta, elogiou a iniciativa. “O tema é muito atual, pois a mediação é um caminho possível para que o Judiciário possa cumprir o seu principal papel – a pacificação social”, afirmou.
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