O Núcleo de Voluntariado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (NV/TJMG) e o Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional para a Promoção de Políticas Públicas Judiciais de Atenção às Pessoas em Situação de Rua e suas Interseccionalidades – Comitê Pop Rua/Jus promoveram ações diversas.

O período foi marcado pela interiorização das ações; pela consolidação da Política Judicial de Atenção às Pessoas em Situação de Rua; pelo fortalecimento da rede interinstitucional; pela ampliação das campanhas solidárias; pela criação do Comitê PopRuaJud Minas Gerais; e pela implantação do Centro Integrado de Atendimento à População em Situação de Rua de Belo Horizonte (Ciapop-BH).

As iniciativas diversas resultaram em quase 54 mil pessoas beneficiadas, no biênio:

De janeiro a maio de 2026: 18 mil beneficiados em 14 ações;

Em 2025, 18 mil beneficiados em 14 ações;

De julho a dezembro de 2024: 8 mil atendidos em 17 ações.

As atuações focaram três eixos:

Eixo 1 — ações do NV com públicos em situação de extrema vulnerabilidade social: foram realizadas Campanhas de Inverno, Natal sem Fome, Campanhas de Dia das Crianças, Papai Noel dos Correios, ações de apoio a idosos e a instituições de acolhimento, o Programa Caminhos e ações em escolas e comunidades.

Nucleo de Voluntariado.jpgPor meio de uma das campanhas do Núcleo, crianças em vulnerabilidade receberam brinquedos (Crédito: Riva Moreira/TJMG)

Eixo 2 — ações Comitê PopRua/Jus e Comitê PopRuaJud MG em atenção às pessoas em situação de rua: houve a realização permanente do Projeto Rua de Direitos, mutirões em Belo Horizonte, expansão dos mutirões para Juiz de Fora e Governador Valadares, a ação Registre-se, ações com Van de Serviços, edição do Rua de Direitos Especial Mulheres, a estruturação do Ciapop-BH e criação do Comitê PopRuaJud Minas Gerais.

Nucleo de Voluntariado_1.jpgDuas edições do "Rua dos Direitos" foram realizadas em Juiz de Fora (Crédito: Cecília Pederzoli/TJMG)

Eixo 3 — atividades acadêmicas: houve a realização do Congresso Internacional Diálogo de Cortes; a realização do Seminário “O Judiciário e a Transformação Social – Diálogos sobre Conflitos e Cidadania” - Juiz de Fora; e o Curso de Atendimento Humanizado.

Como legado do período, destacam-se:

A interiorização do voluntariado, levando ações de cidadania e solidariedade para além da capital;

A van-gabinete, instrumento inovador que aproximou o Poder Judiciário das populações mais vulneráveis e dos territórios de difícil acesso;

A criação do Comitê PopRuaJud Minas Gerais, fortalecendo a governança e a articulação institucional voltadas à população em situação de rua;

A instituição da Coordenadoria do Voluntariado Transformador e da Política Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Vulnerabilidade Social Extrema (Covve-TJMG), consolidando uma estrutura permanente para o desenvolvimento das ações de voluntariado e cidadania;

A consolidação do Rua de Direitos como política permanente, garantindo continuidade e estabilidade às ações de promoção de direitos;

A implantação do Ciapop-BH, marco histórico na construção de uma porta de entrada humanizada e integrada para o acesso à justiça;

O impacto direto na vida de cerca de 54 mil pessoas beneficiadas.