Nesta gestão, foi desenvolvido e iniciado o uso, nas comarcas mineiras, do Painel de Gestão Automatizada de Receitas Judiciais, o que melhorou o acompanhamento e o cálculo das custas finais dos processos. Ao cruzar automaticamente as despesas registradas no PJe com as guias pagas, a ferramenta trouxe mais precisão e rapidez ao trabalho dos setores de Contadoria e da Central de Guias.

Antes disso, o cálculo e a cobrança das custas finais eram feitos, na maior parte, de forma manual. A falta de padronização e de sistemas adequados aumentava o risco de erros nos registros, o que prejudicava a arrecadação de recursos financeiros e a eficiência. Além disso, como os sistemas não eram interligados, os contadores precisavam consultar simultaneamente o PJe e várias plataformas diferentes, para conseguir calcular e gerenciar as custas dos processos.

Com o novo painel, ficou mais fácil identificar os casos que precisam da ajuda de equipes técnicas de orientação e fiscalização. Isso permitiu realizar treinamentos e acompanhamentos frequentes, garantindo que as regras definidas sejam seguidas corretamente por todos.

Ao melhorar a forma como as receitas da Justiça são acompanhadas e controladas, o Tribunal passa a ter informações mais seguras, organizadas e fáceis de acessar, ajudando os gestores na tomada de decisões.

Esses avanços ajudaram diretamente a melhorar a administração e o controle interno do TJMG. Também tornaram a prestação do serviço da Justiça mais rápida e produtiva, principalmente por diminuir o acúmulo de processos travados na 1ª instância. A Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais é a responsável por esse projeto.

Melhorias contínuas vêm sendo implementadas na ferramenta, como a nova funcionalidade Módulo de Cartas Precatórias. Há a expectativa do desenvolvimento de duas outras funcionalidades: integração com o eproc e uso de inteligência artificial, que ainda demanda estudos.