A Memória do Judiciário Mineiro (Mejud) é o braço do TJMG responsável por formular, implementar e consolidar a política institucional de memória. A atuação se dá em quatro dimensões: arquivística, museológica, bibliográfica e patrimonial.

As principais entregas da Mejud, de junho de 2025 a abril de 2026:

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Gestão técnica e organização institucional:

Estruturação organizacional e qualificação interna:

Realização de ações de desenvolvimento de equipe, voltadas ao aprimoramento das competências humanas e organizacionais.

Reorganização dos espaços físicos da Mejud, com adequação funcional de salas, armários e compartimentos.

Reorganização da equipe de auxiliares de conservação em museus, com capacitação interna por meio de minicurso sobre memória institucional e patrimônio cultural.

Mapeamento do perfil técnico de servidores do TJMG com formação em áreas afins às atividades da Mejud, visando ao fortalecimento da capacidade técnica institucional e à identificação de potenciais para atuação em ações e projetos da unidade.

Padronização de procedimentos e instrumentos de gestão:

Desenvolvimento de fluxo interno de trabalho da Mejud, com definição das rotinas da unidade, métodos, procedimentos e protocolos operacionais.

Elaboração de modelo para execução do projeto “Fato do Mês”, contemplando fluxo de trabalho, etapas de pesquisa, curadoria, produção de conteúdo e divulgação institucional.

Elaboração de minuta de diretrizes institucionais para a concepção, implantação, atualização, gestão e avaliação de ações, espaços e iniciativas de memória nas comarcas mineiras.

Implementação de formulário eletrônico para solicitação de acesso ao acervo documental, instituído como canal oficial de registro e análise de demandas.

 Articulação técnica interna:

Visita técnica à Coordenação de Arquivo Permanente (Coarpe), com o objetivo de alinhar procedimentos e fortalecer a articulação entre as áreas de memória e gestão documental do TJMG. 

Articulação técnica com a Diretoria Executiva de Comunicação (Dircom), com vistas a alinhar demandas e desenvolver ações conjuntas ou em parceria, especialmente no campo da comunicação institucional e difusão da memória.

Memoria do Judiciario_1.jpgO "Palácio da Justiça Rodrigues Campos", sede histórica do TJMG (Crédito: Marcelo Albert/TJMG)

Gestão e salvaguarda do acervo

Incorporação e recolhimento de acervos:

Incorporação ao acervo da Mejud do exemplar histórico do Regimento Interno da Corte Mineira (1954), em versões manuscrita e datilografada.

Recolhimento e recebimento de acervos documentais provenientes das comarcas de Rio Vermelho, Alvinópolis, Guanhães, Serro, Diamantina, Guarani, Pitangui, Rio Piracicaba, Senador Firmino e Monte Santo de Minas.

Visita técnica ao acervo do Museu Dr. Aurélio Peluso (Comarca de Ubá), com emissão de laudo técnico favorável à incorporação. No primeiro semestre de 2026, encontrava-se em tramitação administrativa processo para formalização da doação. 

Recebimento, por doação, de obra pictórica representando a fachada do antigo fórum da Comarca de Uberaba, elaborada por servidor do TJMG, Wagner Takekawa, incorporada ao acervo da Mejud.

Memoria do Judiciario_2.jpgA aquarela "Antigo Fórum de Uberaba", que agora integra o acervo da Mejud (Divulgação TJMG)

Retorno ao acervo da Mejud de peças históricas (urnas), cedidas ao Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2023, com reintegração à guarda institucional da unidade em 2025.

Recolhimento de placas institucionais do antigo Tribunal de Alçada, anteriormente armazenadas em unidade administrativa sem uso institucional, mediante avaliação técnica da Mejud quanto à pertinência de incorporação e definição de procedimentos de salvaguarda.

Elaboração de laudo técnico de avaliação do estado de conservação de bem móvel de valor histórico (veículo Fusca – Comarca de Caratinga), com vistas à definição de medidas de preservação e salvaguarda do bem enquanto acervo musealizado.

Organização, controle e qualificação do acervo:

Realização de atividades de organização, quantificação e controle técnico do acervo institucional, abrangendo diferentes tipologias documentais e museológicas.

Atualização e consolidação da listagem de acervos documentais digitalizados da Mejud, vinculada ao sistema de atendimento por formulário eletrônico, com revisão e correção de informações referentes a 46 comarcas.

Levantamento e mapeamento dos módulos expositivos, com sistematização de dados relativos à tipologia, quantitativo e dimensões de painéis, suportes, cubos, cúpulas e demais estruturas, visando à organização, controle e planejamento das ações de difusão e montagem expográfica.

Gestão de acervo documental, avaliação técnica e destinação:

Elaboração de protocolo técnico institucional para gestão de acervo documental na Mejud, com definição de metodologia de análise e avaliação de pertinência museológica, baseada em critérios específicos de valoração museal, com vistas à distinção entre documentos de interesse museológico e aqueles destinados à guarda arquivística.

Implementação do procedimento técnico de gestão de acervo documental, com triagem e aplicação dos critérios de valoração museológica definidos, e encaminhamento de documentos à Dirged/Coarpe, em conformidade com a Tabela de Temporalidade do TJMG, por meio de protocolo institucional estabelecido, com duas transferências documentais já realizadas e formalizadas, abrangendo 30 fundos/comarcas, totalizando 63 documentos e 462 processos encaminhados.

Memoria do Judiciario_3.jpgDetalhes de vitral que orna o interior do Palácio da Justiça Rodrigues Campos (Divulgação TJMG)

Pesquisa histórica e produção de conteúdo

Entrevista no Programa de História Oral “Memória Falada”, com o ex-servidor do TJMG e procurador do Estado, Hélio Caetano Fonseca, com disponibilização do conteúdo no canal oficial da Mejud no YouTube, bem como divulgação de trecho no perfil institucional do Instagram;

Curso “Pesquisa em Acervos Históricos Judiciais”, ministrado pela doutora em História Mônica Pádua, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), em 21/10/2025, na Ejef, com participação de servidores do TJMG, de outros tribunais e de acadêmicos das áreas de Arquivologia, Direito e História;

Mapeamento e sistematização de dados da Revista Jurisprudência Mineira, por meio do tabelamento de informações relativas às notas históricas e biográficas publicadas, incluindo tema, título, autoria e ano, abrangendo o período desde a edição inaugural (1950) até a edição atual (ano 73, volume 232);

Produção de notas históricas e biográficas para publicação na Revista Jurisprudência Mineira, contribuindo para a valorização da memória institucional e a difusão de conteúdos históricos vinculados ao Judiciário mineiro.

Notas históricas: “Dos Gabinetes de curiosidades aos museus modernos”; “Abordagens gerais sobre o campo da conversação e restauração do patrimônio edificado no Brasil”; “A materialidade, os elementos artísticos e o intangível: uma análise da iconografia e da arquitetura do Palácio da Justiça Rodrigues Campos”; “Do patrimonium ao patrimônio cultural.”

Notas biográficas: desembargadores. Ediwal José de Morais, Reynaldo Ximenes, Fábio Maia Viani e José Fernandes Filho.

Difusão cultural e comunicação institucional

Memoria do Judiciario_4.jpgA exposição "Ao correr da pena" foi agraciada com o Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário (Crédito: Cecília Pederzoli/TJMG)

A exposição “Ao Correr da Pena: a escrita no mundo e no universo judicial”, que propõe a escrita como elemento de construção da memória institucional e da experiência jurídica brasileira, foi reconhecida com o Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário, na categoria Patrimônio Cultural Museológico.

Palestras e atividades formativas abertas ao público, vinculadas à mostra, abordaram a temática da escrita, da documentação histórica e dos acervos judiciais.

O projeto “Fato do Mês” foi reformulado, com a definição de fluxos curatoriais, etapas de pesquisa, critérios de seleção de acervo e estratégias de difusão cultural, visando ao aprimoramento da aplicabilidade do processo museal e comunicacional da Mejud.

A Memória do Judiciário Mineiro ganhou uma nova página institucional no Portal TJMG, aumentando a visibilidade da unidade, organizando as informações e dando acesso público às ações desenvolvidas.

No período, foram disponibilizadas ao público, por meio da plataforma AtoM, documentos históricos de relevância para a história social e jurídica de Minas Gerais, como o Testamento e a Carta de Alforria atribuídos a Chica da Silva, ampliando o acesso digital ao acervo histórico da Mejud.

Com a adoção de formulário eletrônico institucional para solicitação de acesso ao acervo documental da Mejud, o atendimento a interessados e pesquisadores foi padronizado. Desde então, foram mais de 240 atendimentos presenciais e remotos.

A Mejud se fez presente em ações de difusão cultural, como a Semana Nacional de Museus, Primavera dos Museus, Semana Nacional de Arquivos e datas comemorativas relacionadas à memória do Poder Judiciário.

Um minicurso interno de formação em patrimônio cultural e museologia foi oferecido aos auxiliares de conservação da Mejud, com enfoque em preservação, salvaguarda e práticas relacionadas à memória institucional.

Memoria do Judiciario_5.jpgOs objetos da exposição "Ao correr da pena" eram oriundos de quatro Tribunais estaduais (Crédito: Cecília Pederzoli/TJMG)

Articulação institucional e atuação em rede

O II Seminário Memojus reuniu representantes de instituições do Poder Judiciário e profissionais da área de memória institucional para discussão de políticas, práticas e experiências relacionadas à preservação da memória do Judiciário.

A Mejud também cumpriu agenda de seminários, congressos e encontros técnicos nacionais nas áreas de memória institucional, arquivos, patrimônio cultural e museologia, com representação institucional da Mejud e intercâmbio de experiências com outros tribunais e instituições culturais.

A Exposição Virtual e Colaborativa “Escravidão, Liberdade e Resistência – Memórias da Justiça Brasileira”, promovida em parceria com a Rede Memojus, contribuiu para a difusão de narrativas relacionadas à memória da escravidão e da Justiça no Brasil.

A Mejud foi integrada ao Circuito Liberdade, rede de equipamentos culturais vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, juntando-se a vários outros museus da capital. Além disso, a Memória do Judiciário voltou a compor a Rede Memória das Instituições de Minas Gerais (Remig), com publicação de conteúdos e ações no Boletim da Rede.

Visitas institucionais e técnicas às comarcas de Ubá, Ouro Preto, Serro e Diamantina possibilitaram a avaliação técnica de acervos, edificações históricas e iniciativas de implantação de espaços de memória do Poder Judiciário.

Gestão administrativa, controle e suporte institucional:

Atendimento à Presidência do TJMG para envio de informações relativas ao cumprimento da Resolução 324/2020 do CNJ, por meio do preenchimento do Formulário Cumprdec 2026, destinado ao mapeamento e à análise das atividades relacionadas à memória institucional nos tribunais.

Análise técnica do contrato firmado com a empresa TS2 Arquitetura e Construções Ltda., vencedora de licitação do TJMG para elaboração de projetos de restauro em edificações tombadas nas comarcas de Serro, Diamantina e Ouro Preto, com vistas à avaliação de adequações e ao acompanhamento da execução contratual.

Implementação de medidas de controle de acesso às instalações técnicas da Mejud (CPD/CFTV), com centralização da guarda de chaves e encaminhamento ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para avaliação técnica, com vistas à restrição de acesso a áreas sensíveis e à prevenção de riscos operacionais e patrimoniais.