O Centro de Inteligência da Justiça de Minas Gerais (CIJMG) acompanha a entrada de processos que envolvem problemas estruturais, temas repetitivos ou que geram grandes debates na Justiça de 1ª e 2ª instâncias. O Centro também trabalha para identificar gargalos ou assuntos jurídicos urgentes, criando estratégias para que o Tribunal dê o tratamento adequado a cada situação.

Ao longo desses dois anos, o CIJMG lançou sua primeira revista digital, que reúne conteúdos estratégicos sobre prevenção de litígios, monitoramento de demandas e gestão de precedentes (decisões que servem de modelo ou diretriz para julgamento de casos futuros semelhantes). 

Além disso, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Centro entregou um relatório de mapeamento para avaliar se projetos de design de sistemas focados em resolver disputas funcionam bem na prática.

O Centro de Inteligência organizou um Plano de Comunicação para dar mais visibilidade e alcance ao seu trabalho. Esse plano inclui um boletim informativo publicado a cada três meses (lançado em 2025), além de notas técnicas, relatórios, estudos, regras oficiais, uma página na internet e conteúdos divulgados em murais, painéis digitais do Tribunal e no Portal do TJMG.

O CIJMG também realizou reuniões com o Conselho Regional de Medicina (CRM) e com a Associação Brasileira de Médicos Peritos para discutir assuntos ligados a perícias médicas. Outra ação foi a colaboração com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para buscar soluções tecnológicas contra processos abusivos ou de má-fé (demandas predatórias).

Centro de Inteligencia da Justica de Minas Gerais.jpgEm março de 2026, foi realizado o 2º Congresso de Inteligência do Poder Judiciário (Crédito: Juarez Rodrigues/TJMG)


Outros marcos importantes:

Implantação do sistema que cria automaticamente os resumos de decisões (ementas) nos juizados especiais;

Publicação da 3ª edição da Revista do Centro de Inteligência;

Conclusão da parceria estratégica entre o CIJMG, a Central de Triagem e a Gerência de Acompanhamento da Litigância em 2ª Instância, de Apoio à Gestão de Gabinetes e de Registro de Julgamentos (Geag), o que fortaleceu a organização dos processos;

Realização de aulas para os profissionais convocados pela 1ª Vice-Presidência, por meio do projeto “1ª Vice Soma”;

Assinatura de três acordos de cooperação técnica e criação de canais de diálogo com várias comarcas;

Desenvolvimento de uma solução tecnológica para a triagem nas ações de execução fiscal (cobrança de impostos) enviadas ao Núcleo de Justiça 4.0, iniciativa em parceria com o Núcleo e a Unidade Avançada de Inovação em Laboratório (UaiLab); 

Cooperação técnica com a Procuradoria-Geral de Belo Horizonte para evitar novos processos, julgar ações mais rapidamente, monitorar demandas repetitivas e precedentes, incentivar a resolução de conflitos por meio do diálogo e da negociação, modernizar a gestão e agilizar o andamento dos processos judiciais;

Realização do 2º Congresso dos Centros de Inteligência do Poder Judiciário, em parceria com a Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef);

Até o final da gestão, a expectativa é:

Criar soluções digitais que permitam resolver conflitos por meio de acordos antes mesmo de os problemas se tornarem um processo na Justiça, usando o sistema de Resolução Online de Conflitos (ODR);

Desenvolver uma ferramenta tecnológica para analisar documentos de forma automática, melhorando a conferência inicial dos processos (projeto Robô/Catcher de Otimização da Certidão de Triagem);

Reorganizar o andamento das ações de usucapião, aplicando um modelo, já testado em Belo Horizonte, que conseguiu reduzir o tempo médio desses processos de cerca de dez anos para aproximadamente dois anos.