Utilização de valores da pena de prestação pecuniária

O recolhimento e a destinação dos valores arrecadados com a aplicação da pena de prestação pecuniária e daqueles decorrentes de transações penais e de suspensões condicionais do processo são regulamentados pelo Provimento Conjunto 27/2013 e complementado pela Portaria Conjunta 608/PR/2017. A norma segue os dispositivos previstos na Resolução 154/2012, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

Os recursos arrecadados na forma deste Provimento Conjunto serão destinados ao financiamento de projetos apresentados por entidades públicas ou privadas, com finalidade social, previamente cadastradas, ou para atividades de caráter essencial à segurança pública, educação e saúde, desde que estas atendam às áreas vitais de relevante cunho social, a critério dos juízos de execução penal de cada comarca, que são as unidades gestoras de tais recursos. Apenas no caso das penas de prestação pecuniária aplicadas em transações penais relativas a crimes ou contravenções ambientais no juizado especial criminal, o valor será revertido ao Fundo Estadual de Defesa de Direitos Difusos (Fundif), na forma do artigo 16 da Lei estadual 14.086/ 2001.

 

O Ministério Público estadual indicará qual deve ser a destinação dos recursos das transações penais previstas na lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais (Lei 9099/1995).

 

As comarcas contam  com contas bancárias criadas exclusivamente para o recolhimento  desses valores.

 

As unidades gestoras vão publicar edital, no mínimo uma vez a cada ano, para  cadastramento das entidades interessadas e apresentação do plano do projeto a ser financiado.

 

Conta Regional de Destinação de Prestações Pecuniárias

Para as comarcas que encontram dificuldades para destinação dos recursos de prestação pecuniária foi criada a Conta Regional de Destinação de Prestações Pecuniárias. Para esta conta serão transferidos os valores que não tenham sido objeto de anterior destinação pela comarca. A Conta Regional de Destinação de Prestações Pecuniárias foi criada pelo Provimento Conjunto 58/2016.

 

 


Os valores arrecadados serão depositados na conta corrente de cada comarca, aberta exclusivamente para o recolhimento dos recursos provenientes da aplicação da pena de prestação pecuniária.

É vedado o recolhimento de qualquer valor em cartório ou secretaria de juízo, em ou outros setores do fórum, mesmo que em cofres.

 


  •    + Recolhimento
    • Os valores arrecadados serão depositados na conta corrente de cada comarca, exclusiva para o recolhimento dos recursos provenientes da aplicação da pena de prestação pecuniária.

      É vedado o recolhimento de qualquer valor em cartório ou secretaria de juízo, em ou outros setores do fórum, mesmo que em cofres.

      O recolhimento dos valores também não poderá ser efetuado por meio de:

      I - depósito de envelopes nos canais de autoatendimento;
      II - transferência bancária, na modalidade agendada ou qualquer outra forma similar, que seja passível de posterior cancelamento por iniciativa da instituição bancária ou do correntista.

       

      Em caso de inexistência de agência ou posto de atendimento do BB na localidade de domicílio do depositante, o depósito à vista deve ser efetuado por meio de uma das seguintes alternativas:


      I - depósito na agência dos Correios, por meio do Banco Postal;
      II - depósito nos Correspondentes Bancários do BB;
      III - transferência bancária nos canais de autoatendimento, caso o depositante seja correntista do BB, observado o disposto no inciso II  no item acima
      IV - transferência por Documento de Crédito (DOC) ou por Transferência Eletrônica Disponível (TED).

       

       

       

       

       


  •  Icone: Arquivo PDF.Lista de contas correntes das Comarcas (150kb)


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