Caso Pavesi

Em 19 de abril de 2000, Paulo Veronesi Pavesi, então com dez anos, sofreu acidentalmente uma queda no prédio onde morava, no bairro São Benedito, em Poços de Caldas. O menino sofreu traumatismo craniano e ferimentos na face. Ele foi socorrido por uma vizinha, que o levou ao Hospital Pedro Sanches.
 
Segundo o Ministério Público (MP), inúmeras irregularidades cercaram o atendimento ao garoto, o que culminou em sua morte. Os médicos foram acusados de prestar o serviço médico de forma inadequada, para prejudicar a recuperação do paciente, de maneira que ele se tornasse um doador de órgãos. Para o MP, a documentação que comprovou a morte encefálica do menino foi forjada.
 
Os órgãos de Paulo Veronesi Pavesi foram retirados e transplantados.
 
Denominado Caso Zero, o fato deu origem a vários processos e trouxe à tona denúncias de irregularidades no esquema de transplantes de órgãos em Poços de Caldas. A situação envolvendo a doação de órgãos de outros pacientes, atendidos pelo mesmo grupo de médicos, também deu origem a outros processos.
 
Especificamente no caso de Paulo Veronesi Pavesi, uma parte dos envolvidos responde pelo crime de remoção ilegal de órgãos e tecidos. Outra, foi acusada de homicídio e responde a uma ação penal de competência do júri. Um médico chegou a ser condenado pela retirada das córneas em outro processo, mas teve a prescrição punitiva reconhecida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o que equivaleu à sua absolvição.
 

Os réus que respondem pela morte da vítima, e que serão julgados em 11 de março de 2015, são Marco Alexandre Pacheco da Fonseca, Álvaro Ianhez, José Luis Gomes da Silva e José Luiz Bonfitto.




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