Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Um retorno aos primórdios do cinema

Cineclube TJ exibe o filme Intolerância, realizado em 1916


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Um filme realizado há mais de cem anos, mudo e em preto e branco. Parece uma coisa tão remota, tão distante da nossa realidade... Mas, no caso em questão, – estamos falando do filme Intolerância (Intolerance: Love's Struggle Throughout the Ages), de 1916 – , trata-se de uma obra considerada bastante atual pelo desembargador Geraldo Augusto, 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O magistrado irá comentar esse longa-metragem, após sua exibição pelo Cineclube TJ, no próximo dia 22 de fevereiro, às 19h, no auditório da Corregedoria – Rua Goiás, 253, 3º andar, no Centro de Belo Horizonte.

 

Parece curioso, mas o desembargador Geraldo Augusto disse ter escolhido essa obra justamente por sua atualidade. “A intolerância não só está presente em todos os momentos da história da humanidade, mas também é fator de transformação dessa história”, ressalta. O magistrado explica que o filme constrói sua narrativa baseado em fatos importantes e distintos, nos quais a intolerância foi responsável pela mudança de rumo da história, como o cativeiro dos hebreus na Babilônia, a paixão e morte de Jesus Cristo; a Noite de São Bartolomeu, marcada pela violenta batalha de católicos contra protestantes, e a morte das trabalhadoras em Chicago, em 8 de março de 1912.

 

Para o revisor da Assessoria de Comunicação Institucional, Waldir Barcelos, que é mestre em Literatura Brasileira e Cinema, assistir ao filme Intolerância é retorno fundamental aos primórdios da sétima arte. Ele diz que o diretor do longa, D.W. Griffith, é um dos fundadores da linguagem cinematográfica e que, nessa obra, ele desenvolve simultaneamente quatro histórias, alternando eventos do século IV a.C. ao ano de 1914.

 

“Conflitos religiosos, de amor, a redução da mulher a objeto, questões econômicas ainda atuais, preconceitos e hipocrisias sociais fundem-se em um desfecho épico”, diz Waldir. O revisor faz questão de mandar um recado para quem vai assistir a essa preciosidade do cinema mudo: mais que se deixar conduzir pela narrativa fílmica, o espectador deve interpretar “quadros”, “pinturas” que se desenham, movimentam-se na tela e gravam-se no coração e na mente.

 

Sinopse

“Quatro lugares diferentes, quatro períodos históricos diferentes. Na Babilônia, uma garota se vê entre a rivalidade religiosa que leva uma cidade às ruínas. Na Judeia, os hipócritas condenam Jesus Cristo. Em 1571, em Paris, não sabendo do Massacre da Noite de São Bartolomeu, dois huguenotes se preparam para um casamento. Por último, na América moderna, reformistas sociais destroem a vida de uma mulher e do seu amado.” Essa é a sinopse apresentada pelo site Adoro Cinema para o filme Intolerância.

 

De acordo com a mesma fonte, a inspiração para esse filme veio quando D.W. Griffith se surpreendeu com os protestos contra o seu filme anterior, O Nascimento de uma Nação. Em resposta aos ataques que vinha sofrendo, o cineasta quis mostrar o problema da intolerância de diversos pontos de vista.

 

 

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