Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

TJMG festeja Dia das Crianças em concerto didático

Em cinco anos, projeto já atendeu 790 crianças e adolescentes


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Interação entre os veteranos - alguns dos quais já universitários - e iniciantes promissores como a menina Sophia Mel integraram o repertório

O mês de outubro, tradicionalmente consagrado às crianças, não poderia ser mais adequado para comemorar o aniversário de cinco anos da Orquestra Jovem e do Coral Infantojuvenil da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A data foi devidamente celebrada, com a casa cheia, devido à apresentação dos dois grupos instrumentais no Intervalo Cultural da quinta-feira, 11. 

 

O concerto no saguão do Edifício-Sede, na capital, trouxe um resultado do aprendizado de cerca de 280 crianças e adolescentes, ao longo de 2018. Na primeira parte, aproximadamente doze alunos da classe de violino tocaram peças de dificuldade avançada, média e básica, de compositores como Bach, Mozart e Haendel, acompanhados pela Orquestra Jovem. Já na segunda, foi a vez dos cerca de 100 coralistas soltarem a voz, com peças eruditas e da música popular brasileira e internacional, com acompanhamento do pianista Fred Natalino.

 

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Investimento no futuro

 

O presidente do TJMG, desembargador Nelson Missias de Morais, destacou que a iniciativa, “mais um braço da atuação cidadã do Judiciário estadual mineiro”, traz leveza e harmonia não só para a vida dos integrantes do projeto e suas famílias, mas também para todos. “A orquestra e o coral transformam esse espaço, por vezes hermético, solene e fechado, oxigenando-o com a descontração e promovendo novos talentos”, afirmou.

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O presidente salientou que a Coinj tem uma valiosa atuação na área artística e social

O presidente também aproveitou a ocasião para agradecer a presença e o empenho de dois magistrados em prol da infância e da adolescência: a desembargadora Valéria Rodrigues de Queiroz, superintendente da Coinj, e o desembargador Wagner Wilson, idealizador do projeto sociocultural.

 

A desembargadora Valéria Rodrigues de Queiroz lembrou que as crianças e os adolescentes “trazem luz e paz à humanidade”, por isso o apoio e a oferta de oportunidades a eles, sobretudo àqueles em situação de vulnerabilidade, têm um importante papel na mudança da sociedade e no fortalecimento da justiça.

 

Estrelas

 

Fabiana Aparecida de Andrade era uma das pessoas, na plateia, que se mostrou sorridente, orgulhosa e encantada. Ela é mãe das duas meninas que abriram e encerraram a apresentação de violino: Sophia Mel, de 11 anos, que solou um concerto de Antonio Vivaldi, e Giulia Mel, de 5 anos, que, com seu um metro e 20 centímetros, tocou a bastante apropriada “Brilha, brilha, estrelinha”.

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Sophia, Fabiana e Giulia já se acostumaram com o sucesso

“Acho o projeto simplesmente maravilhoso. As meninas adoram tocar e estar diante do público. Concentram-se e têm muita postura. Como o pai delas é guitarrista, a música está sempre presente”, diz, acrescentando que a mais velha já toca em casamentos, eventos e igrejas e sonha em seguir a carreira de violinista.

 

O soldador Vanderlei dos Santos também se entusiasma com a evolução da filha Ludmila. Aos dez anos de idade e com dois de coral, a menina é tímida, mas, segundo ele, estuda muito e consegue emocionar os pais até dentro de casa, quando se prepara para os concertos. “Ela está focada. Desde que saímos de casa, veio ensaiando as peças. E está ansiosa para começar a estudar o violino”, conta.

 

Aprendizado

 

A maestrina Luciene Villani explica que a metodologia japonesa Suzuki, adotada para o ensino do violino, procura motivar o aprendiz com peças que não exijam, de imediato, excessivo domínio da técnica e eleva progressivamente a exigência para o intérprete. Assim, arranjos de obras simples permitem que instrumentistas maduros acompanhem os iniciantes e promovem o desenvolvimento do sentido de coletividade.

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Projeto já atendeu a quase 800 crianças e adolescentes

A regente do coro, Renata Cicarini, fez questão de estar presente, apesar de ter sido impedida, por ordem médica, de ficar de pé, devido a um acidente em que se machucou. A turminha, com faixas etárias diversas, não decepcionou: cantou, afinadíssimo, entre outros números, Villa-Lobos, Milton Nascimento, canções em dialetos africanos e em inglês. O grupo dançou e executou percussão corporal simultânea ao canto.

 

Estiveram presentes, entre outros magistrados, o superintendente administrativo adjunto, Alberto Diniz; o presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), Maurício Torres Soares; os juízes auxiliares Luiz Carlos Rezende e Santos e Rosimere das Graças do Couto.