HISTÓRICO
No dia 09 de novembro de 1988, através da Resolução 108/88, foi criada a Memória do Judiciário Mineiro (Mejud), na gestão do então Presidente Desembargador José Arthur de Carvalho Pereira. No discurso de sua inauguração, em 29 de novembro daquele ano, o Presidente afirmou que a Mejud seria um testemunho expressivo do que foi a Instituição, “o encontro do presente com o passado; o encadeamento das gerações numa simbiose de idéias, de cultura e de sentimentos”. (ARTHUR,1995, p. 32)
Por sua vez, o Desembargador Antônio Pedro Braga, Ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e primeiro Superintendente da Memória do Judiciário Mineiro, defendia em seu discurso que “a preservação da memória histórica, [...] de uma época, de um povo, de uma instituição” era a “demonstração de cultura, prova de alto entendimento, sinal evidente de puro civismo”. (BRAGA, 1995, p. 33)
Acreditava que, através dos tempos, o homem sempre teve sua atenção dirigida e um respeito profundo pelas realizações do passado, chamando a isso “culto ao passado” salientando que “na construção do presente e na previsão e no planejamento do futuro tem ele, necessariamente, de valer-se da experiência, das pesquisas, dos avanços e das conquistas das gerações anteriores.” (BRAGA, 1995, p. 33)
A importância e a significação do ato de inauguração do Museu da Memória do Judiciário Mineiro, para o Desembargador Antônio Pedro Braga, sugeriu “a ideia de que o passado está generosa e constantemente a oferecer ao presente e ao futuro a lúcida diretriz das suas lições e a grandeza do seu exemplo”.
(BRAGA 1995, p. 33)
Vale ressaltar que Minas Gerais detém 70% do acervo histórico brasileiro, aí se incluindo os processos judiciais.

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