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Projeto Pai PresenteEm parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais o Tribunal de Justiça lançou , no dia 07 de abril de 2009 , o projeto "Pai Presente" com o objetivo de realizar exames de DNA, nas ações investigatórias e negatórias de paternidade e maternidade em que as partes sejam beneficiárias da Assistência Judiciária Gratuita. Até junho de 2011, 283 comarcas já possuem laboratórios credenciados para realização da coleta na própria comarca ou em comarcas próximas, o que representa 95,6% das comarcas do Estado. Nesse período foram realizados 7.656 exames, por meio do contrato celebrado entre o TJMG e o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) A proposta do Projeto é de reduzir o prazo entre o ingresso do pedido, a data para a coleta do exame de DNA e a audiência para divulgação do resultado. Sua execução permite, com maior segurança, um reconhecimento espontâneo da paternidade/maternidade pelas partes e subsidiar os juízes com uma prova científica para formação do convencimento. Segundo o juiz Reinaldo Portanova, que está à frente do projeto, está em andamento a instalação, no Fórum Lafayette, de um posto da UFMG para coleta de amostras durante a realização das audiências para as varas da capital e região metropolitana de Belo Horizonte.
Em agosto de 2010 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através do Provimento n.12, lançou um projeto de mesmo nome do mineiro: Pai Presente. O projeto do CNJ foi instituído, nacionalmente, para incentivar o reconhecimento da paternidade de todas as crianças em idade escolar, que não posuem o nome do pai em seus registros. O Ministério da Educação coordenou um levantamento do nome dos estudantes enquadrados nesta situação e os dados foram encaminhados, em CD, para as Corregedorias de Justiça. Em Minas, o juiz titular da Vara de Registros Públicos da capital, Fernando Humberto dos Santos, foi designado pelo CNJ para conduzir o projeto no Estado. Para a implementação do Pai Presente, o TJMG está estruturando um espaço para receber as mãe dos estudantes, que deverão apontar o suposto pai da criança. Os supostos pais das crianças, após intimados para comparecerem em juízo, poderão assumir a paternidade espontaneamente, ou, se negarem, poderá ser feita a coleta de material para o exame de DNA. O convênio entre o TJMG e a Secretaria de Estado de Saúde (SES), permite ao judiciário mineiro a conclusão das ações judiciais de investigação de paternidade e, ao mesmo tempo, sustentar as despesas decorrentes do projeto instituído pelo CNJ.
Leia mais sobre o Projeto Pai Presente: 29/06/2011 - TJ e Secretaria de Saúde assinam acordo 14/04/2011 - Reconhecimento de paternidade no Rádio 06/04/2011 - Agilidade em benefício da população
Edições do TJMG Informativo: Assessoria de Comunicação Institucional
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